A proposta urgente de Ana Garcia Martins após tragédia com bebé em Almada: “Poderia ter sido a tempo”
"Inacreditável": Ana Garcia Martins propõe medida drástica após bebé morrer esquecida em viatura

Ana Garcia Martins sugeriu que os colégios e escolas passem a contactar os familiares sempre que um aluno não marque presença na sala de aula.
A trágica notícia da morte de uma bebé de 18 meses, que ficou esquecida no interior de uma viatura de transporte escolar no concelho de Almada, motivou uma reflexão por parte de Ana Garcia Martins nas redes sociais. A influenciadora digital manifestou o seu profundo pesar perante a situação e lançou o debate sobre as medidas de segurança e comunicação nos estabelecimentos de ensino.
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“Estas histórias de bebés que morrem esquecidos em carros dão cabo de mim. Por norma, quando sei que os meus filhos não vão à escola, envio um mail a avisar. Mas, não havendo nenhum aviso dos pais, caso as crianças não apareçam não é possível a escola ligar a perguntar se está tudo bem, se a criança está só atrasada, alguma coisa? Isto não ajudaria de alguma forma?“, começou por questionar nas suas plataformas digitais.
A criadora de conteúdos fez questão de ressalvar que a proposta não pretende descurar as responsabilidades parentais ou dos cuidadores, mas sim criar uma rede de salvaguarda.
“Muita gente envia mensagens a dizer, ah, mas atenção, porque isso não aconteceu, não foram os pais que se esqueceram, foi um funcionário ou uma funcionária da escola que se esqueceu da criança numa viatura da escola. Certo, mas isso não anula aquilo que eu disse. Acho que, imaginem, se tivessem ligado aos pais atempadamente (…) os pais poderiam ter dito, sim, mas atenção que ela foi recolhida pela carrinha da escola (…) e poderiam ter tido isto eventualmente a tempo“, sublinhou.
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Ana Garcia Martins defendeu a implementação de mecanismos de controlo mais rigorosos nas instituições de ensino em Portugal, à semelhança do que já acontece noutros países. “Se dão por falta de uma criança ao fim (…) de meia hora das aulas terem começado, e se não houve um aviso prévio por parte dos pais, acho que podia partir da escola (…) ligar aos pais a saber porque é que a criança não está. (…) Acho que podia começar a adotar alguns destes mecanismos, que eu acho sempre que vale mais prevenção em excesso do que descuido, negligência, e depois acontecerem estas coisas que eram muito evitáveis“, vincou.
A influenciadora alertou ainda para a importância de alargar estes cuidados a várias faixas etárias, considerando a segurança dos jovens no trajeto para as aulas. “Pensando de uma forma um bocadinho mais ampla, se calhar este protocolo de se avisar sempre, independentemente da idade da criança, se ela não der entrada na escola tipo ao fim de meia hora ou ao fim de uma hora, se calhar faz sentido aplicar isto a todas as crianças“, rematou.