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Adeus a Ann Blyth: Cinema perde a última sobrevivente dos nomeados aos Óscares dos anos 40

Aos 98 anos, despede-se Ann Blyth, uma das mais jovens de sempre a ser nomeada para um Óscar

A icónica atriz, que se destacou ao lado de Joan Crawford, abandonou o grande ecrã aos 30 anos para se dedicar à família e ao teatro.

Hollywood despede-se de Ann Blyth, que faleceu aos 98 anos pois, a atriz que celebraria 99 anos no próximo dia 16 de agosto, encerra um capítulo na história da sétima arte, sendo a última sobrevivente entre os talentos nomeados às estatuetas da Academia na década de 1940 e, com a sua morte, cai praticamente o pano sobre a era mais dourada do cinema norte-americano.

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O percurso artístico começou na rádio e nos palcos da Broadway ainda na década de 1930, mas o grande ponto de viragem aconteceu em 1945 pois, com apenas 16 anos, foi escolhida para interpretar a filha mimada de Joan Crawford no melodrama “Alma em Suplício” (título original “Mildred Pierce”), realizado por Michael Curtiz. A entrega ao papel da “filha infernal” tornou-se lendária e valeu-lhe a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária, fixando-a como uma das mais jovens de sempre a alcançar tal feito na categoria. O filme rendeu a única estatueta da carreira de Joan Crawford, no papel de mãe sofredora.

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A aclamação, contudo, foi interrompida de forma abrupta uma vez que, poucos dias após terminar as gravações, a artista partiu as costas devido a um acidente de trenó e, ainda em fase de recuperação, regressou ao trabalho para assumir o papel de mulher de Burt Lancaster no clássico “Brutalidade” (1947). Seguiu-se uma carreira intensa na qual demonstrou grande versatilidade, integrando os elencos de filmes como “Vingança de Mulher” (1948), “Entre Duas Mães” (1950) e “E… Deus Não Dorme” (1951). Sendo também uma soprano talentosa, a sua voz foi aproveitada em musicais marcantes da década de 1950, destacando-se “O Grande Caruso” (1951) e “Um Estranho no Paraíso” (1955).

A caminhada no grande ecrã terminou precocemente em 1957, com apenas 30 anos, após a participação em “O Palhaço que não ri” e “O Pecado de Ter Nascido” e, a partir daí, Ann Blyth virou as atenções para o teatro, concertos e televisão, com aparições em séries de sucesso como “A Quinta Dimensão” e “Crime, Disse Ela”.

Segundo a biógrafa Jacqueline T. Lynch, a postura conservadora e a profunda ligação à religião católica terão sido fatores decisivos para que os estúdios a começassem a direcionar apenas para papéis mais leves, ditando o seu afastamento dos grandes projetos dramáticos que marcaram o início da sua jornada.

Com o desaparecimento de Ann Blyth, o título de pessoa viva com a nomeação mais antiga para os Óscares passa a pertencer a Nancy Olson, reconhecida pelo seu trabalho em “O Crepúsculo dos Deuses” (1950).

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