Durante a emissão deste sábado, o artista recorda o diagnóstico oncológico na infância e o sofrimento silenciado pela família para o proteger da gravidade da situação.
Daniel Oliveira recorreu às redes sociais para desvendar a identidade do próximo rosto a sentar-se na cadeira do «Alta Definição», na SIC. A emissão deste sábado, agendada para as 14 horas, conta com a presença de Afonso Laginha, de 23 anos, conhecido pelo seu papel na novela «Vitória».
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O jovem ator promete emocionar o público com uma inspiradora história de sobrevivência, marcada por um diagnóstico de cancro quando tinha apenas 11 anos.
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Para aguçar a curiosidade dos espetadores, o apresentador partilhou um pequeno excerto da entrevista, acompanhado por uma descrição que reflete a dureza do momento vivido pela família do artista. “«Quando eu fiz o primeiro raio x, o médico chamou a minha mãe e perguntou: é o único filho que tem? Só quando eu tinha 18 anos é que me disseram: tu estavas mesmo quase a morrer, era 50/50…» Aos 11 anos, Afonso Laginha foi diagnosticado com cancro. Agora, aos 23, o ator que brilha na novela Vitória, conta a sua impressionante e inspiradora história de vida“, escreveu Daniel Oliveira.
No vídeo divulgado, Afonso Laginha explica que os pais optaram por esconder a real gravidade do seu estado de saúde, um peso que só conseguiu compreender na totalidade durante a adolescência. “‘Quando é que percebeste o medo que o teu pai teve de te perder?’ Eu acho que só percebi aos 16, 17. Foi quando começaram a dizer as coisas exatamente como elas são. Que é em vez de me esconderem, especialmente em relação ao cancro, foi mesmo o senhor a dizer, ‘agora que já passou, agora que estás completamente curado, agora é que podemos realmente dizer as coisas como são’. Coisas horríveis, mesmo completamente horríveis“, relatou.
O impacto do diagnóstico inicial foi ocultado durante muito tempo, sendo revelado ao ator apenas de forma gradual. “A minha mãe contou-me há pouco tempo que quando eu fiz o primeiro raio-X, o médico chamou à parte e disse-lhe assim, é o único filho que tem. Eu não sabia disto, eu não sabia como é que os meus pais realmente se sentiam. Sabia que tinha sido difícil para eles“, confessou.
A consciencialização sobre o risco extremo que correu só chegou com a maioridade: “Só para aí aos 18 é que eles me começaram a contar as coisas, tipo, olha, tu estavas mesmo quase a morrer. Era 50/50, ou morrias ou vivias. Não havia um entremeio“, rematou.