O drama de Micael em tribunal: Concorrente de «Casados à Primeira Vista» desabafa sobre perda na infância
A dor da separação: Micael relata o adeus à irmã aos 12 anos e o choque do pai
À conversa com Júlia Pinheiro na SIC, o personal trainer relembrou uma das fases mais marcantes da juventude e a decisão judicial que separou a família.
Desde que integrou a experiência social de «Casados à Primeira Vista», emitida pela SIC, Micael tem partilhado aspetos marcantes da sua história pessoal. Logo no arranque da experiência, o concorrente revelou que foi retirado aos pais quando tinha um ano e nove meses devido a episódios de maus-tratos, acabando por ser acolhido por uma família adotiva. Agora, numa entrevista concedida a Júlia Pinheiro, o instrutor físico detalhou outro episódio doloroso que viveu aos 12 anos, quando viu o agregado familiar perder a custódia daquela que considerava a sua irmã.
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O jovem explicou que a menina entrou muito cedo no seu lar para responder a uma carência da família vizinha. “Ela era filha de uma vizinha dos meus avós e, por consequência, minha. A mãe não tinha condições para criar a filha e os meus pais tinham. Eu queria uma irmã e adotámos. O meu pai aperfilhou-a e, com um dia de vida, ela veio para minha casa, saiu basicamente da maternidade para minha casa até aos quatro anos“, relatou.
Devido a problemas de saúde da mãe adotiva, o concorrente acabou por assumir encargos fundamentais no crescimento da criança: “Houve uma altura da minha vida em que a minha mãe esteve doente, quem acabava por estar a cuidar da minha irmã era eu. A minha mãe designava uma tarefa e eu fazia, ganhei uma independência muito cedo“.
A estabilidade da casa ruiu quando a menina completou quatro anos e a mãe biológica decidiu recorrer à justiça para recuperar a filha. “Aos quatro anos, a mãe biológica resolveu querer a filha de volta, foi a tribunal e foi restituída. Foi uma das situações em que senti mais injustiça, raiva… Lidar com a situação quando eu tinha 12 anos não foi fácil, não tinha sequer consciência do porquê de retirarem a minha irmã, porque é que o tribunal retirou a irmã à minha família para dar à mãe“, desabafou com comoção.
A decisão judicial deixou marcas indeléveis em casa: “Acho que foi a única vez que vi tristeza, mágoa, raiva, angústia nos olhos do meu pai”.
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O sofrimento pelo afastamento abrupto acabou por nunca ser debatido no seio familiar, transformando-se num assunto guardado no silêncio durante anos. “Nunca houve temas mais profundos mesmo de família, nunca houve grandes conversas. Havia sobre o desempenho na escola e pouco mais“, rematou Micael.