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Caso pai de Meghan: Scotland Yard recebeu a carta em 2019… e não partilhou a denuncias com outras polícias

As autoridades filipinas abriram uma investigação a Thomas Markle depois de o filho, Thomas Markle Jr., ter entregado bens pessoais à polícia.

Meghan, a duquesa de Sussex, quebrou o silêncio sobre as recentes notícias que envolvem o pai, Thomas Markle, de quem está afastada.

Num comunicado enviado à CBS News na sexta-feira, 23 de outubro, a mulher do príncipe Harry, que regressou recentemente ao Reino Unido com o marido e os filhos, confessou sentir-se “profundamente angustiada” com as informações divulgadas e justificou o corte de relações com o progenitor como uma medida para proteger as crianças.

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“Espero que agora se possa compreender que, apesar da distorção de certas publicações mediáticas ao longo dos anos, qualquer distância em relação ao meu pai e a minha escolha de não permitir que ele tivesse contacto com os nossos filhos deveu-se a uma única razão: para os proteger”, declarou.

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Em causa está uma investigação conduzida pelas autoridades das Filipinas a Thomas Markle por alegada posse de materiais de abuso sexual de menores, noticiada na sexta-feira, 23 de outubro. O tabloide britânico ‘The Sun’ foi o primeiro a avançar com as alegações, relatando que o filho, Thomas Markle Jr., terá descoberto os referidos materiais em caixas de arrumação na residência do pai naquele país. No mesmo dia, o ‘Daily Mail’ noticiou que o pai da duquesa negou as acusações.

Um porta-voz da Polícia Nacional das Filipinas adiantou à CBS News, em comunicado divulgado no sábado, 24 de outubro, que o inquérito arrancou após Thomas Markle Jr. ter entregado objetos pessoais do pai às autoridades policiais. O coronel Allen Rae Co detalhou o ponto de situação na mesma nota: “Neste momento, os investigadores estão a analisar a natureza e a origem dos materiais e se estes podem estar ligados a alguma violação da lei”. O responsável acrescentou ainda: “As autoridades dos Estados Unidos também ofereceram assistência caso as autoridades filipinas determinem que o seu apoio é necessário à medida que a investigação avança”.

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Na nota enviada na véspera, Meghan referiu que já tinha conhecimento destas suspeitas desde 2018 e que a informação tinha sido partilhada com as autoridades britânicas na altura. “Em 2018, uma carta foi enviada à Polícia Metropolitana e à Proteção da Realeza e Especialistas. Essa carta foi-me posteriormente partilhada. Fazia alegações preocupantes e perturbadoras contra o meu pai e deram-me garantias de que estas estavam a ser investigadas”, explicou no comunicado.

No sábado, 24 de outubro, um porta-voz da Scotland Yard confirmou à CBS News que a Polícia Metropolitana recebeu, em 2019, uma missiva que fazia uma “série de alegações” contra o pai da duquesa. A força policial indicou ter encaminhado o documento para o gabinete do duque e da duquesa “para seu conhecimento”, mas ressalvou que os detalhes das acusações ali descritas não foram partilhados com outras agências de aplicação da lei.

Perante estes desenvolvimentos que datam a receção da carta em 2019, um porta-voz de Meghan disse à BBC News, parceira da CBS News, que “qualquer discrepância de alguns meses” representa “uma consequência compreensível dessa passagem do tempo”. A Scotland Yard informou também no sábado, 24 de outubro, que a Polícia Metropolitana vai rever a forma como geriu este assunto em 2019 e decidir se irá reportar o seu próprio procedimento à entidade reguladora da polícia.

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