As revelações apontam para alegada violência psicológica, isolamento familiar e administração indevida de medicamentos para simular demência.
O julgamento de José Castelo Branco, acusado de violência doméstica contra Betty Grafstein, continua a revelar pormenores alarmantes sobre os últimos meses de convivência do casal. O tema esteve em análise na emissão de hoje do «Passadeira Vermelha», da SIC Caras, onde Liliana Campos, Filipa Torrinha, Hugo Mendes e Zulmira Garrido debateram as atualizações fornecidas pelo repórter Luís Maia a partir do Tribunal de Cascais e onde, Hugo Mendes acrescentou novas informações.
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Durante a segunda sessão, o depoimento da médica que assistiu Betty Grafstein no hospital privado em Cascais revelou-se determinante. A profissional de saúde explicou que a lesão na coxa da norte-americana apresentava um hematoma cuja configuração não é compatível com uma simples queda de um “corpo morto”, sugerindo a existência de uma aceleração provocada por um empurrão.
A médica desmentiu ainda a versão de José Castelo Branco, que alegava tratar-se de uma queda ocorrida há dois meses, garantindo que a fratura na anca era recente, uma vez que não apresentava qualquer calcificação.
Os detalhes sobre a alegada manipulação psicológica e isolamento familiar também chocaram o painel. Ficou provado em tribunal que José Castelo Branco convenceu a mulher de que o seu filho, Roger, a odiava, justificando assim a ausência de contacto. Foi a intervenção direta da médica, que enviou uma mensagem a explicar a situação clínica, que permitiu reatar a comunicação entre mãe e filho de forma imediata.
A somar a isto, Hugo Mendes revelou dados cruciais sobre o estado de saúde da norte-americana: “Falaram aqui também sobre a suposta baixa de sódio que José Castelo Branco dizia que Betty Grafstein apresentava seria resultado da medicação que o próprio (…) decidia e administrava à mulher“. O comentador explicou que, assim que a medicação foi suspensa pelos profissionais de saúde, os níveis normalizaram, provando que a vítima estava lúcida e afastando o diagnóstico de demência.
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O clima de tensão em torno do caso chegou ao ponto de obrigar a unidade hospitalar a contratar segurança extra para impedir que o arguido, que assistiu à audiência por videochamada a partir de Nova Iorque visivelmente indignado, se aproximasse da mulher.
Foi ainda avançado por Hugo Mendes que, Betty Grafstein será ouvida pelas autoridades portuguesas na próxima terça-feira, a partir dos Estados Unidos da América, numa altura em que uma testemunha fundamental, Marcela, faltou à sessão por se encontrar hospitalizada.
A postura do arguido nas redes sociais mereceu duras críticas por parte de Filipa Torrinha, que condenou a postura de José Castelo Branco. “É um absurdo, é uma violência e é um usurpar a imagem desta senhora para benefício próprio, que eu acho sujo, acho baixo“, atirou a comentadora, relembrando ainda os indícios de violência psicológica através da “automedicação” e do “uso abusivo dos saltos altos”.
Zulmira Garrido corroborou a indignação da colega, classificando as publicações como meras “manobras de diversão” destinadas a manipular os seguidores.