Afonso Leitão relata infância marcada por maus-tratos do progenitor no “Desafio Final”
Drama familiar no «Desafio Final»: Afonso Leitão elogia padrasto e recorda fuga da violência
Afonso Leitão enalteceu a coragem da mãe em fugir das agressões e elogiou o homem que o criou como um verdadeiro pai desde os oito anos de idade.
Num momento de grande emoção no «Secret Story – Desafio Final», Afonso Leitão recuou ao passado para partilhar o período mais sombrio e, simultaneamente, mais luminoso da sua vida. O ex-militar recordou os maus-tratos que sofreu na infância e a extrema coragem da mãe em fugir para reconstruir uma família destruída pela violência.
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Chamado ao Cubo para uma dinâmica sobre a dualidade entre as trevas e a luz, Afonso Leitão optou por contar uma história de dor, mas focando-se na superação. “Se há algo que me superou e que me ajudou a superar e a dar valor ainda mais à família que tenho foi a minha infância, porque tive uma infância muito complicada devido aos maus-tratos por parte do meu progenitor“, começou por revelar, despindo-se de preconceitos perante os espetadores.
Apesar da dureza do relato, o jovem fez questão de sublinhar que hoje caminha “na luz” e que a fuga de casa marcou um ponto de viragem. “Começou uma fase má, por causa dos maus-tratos, a minha mãe fugiu comigo e com o meu irmão. (…) Eu raramente via a minha mãe, estava sempre com o meu irmão. E não deixaram de ser momentos muito felizes”, contou, garantindo que aprendeu com o irmão a regra de “nunca deixar ninguém para trás dos nossos“.
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A ausência de uma figura paterna saudável foi colmatada mais tarde com a chegada de um novo homem à vida da mãe, a quem o ex-concorrente do Big Brother teceu os maiores elogios. “Hoje em dia temos uma família muito bonita, muito unida, com o meu verdadeiro pai. Que está comigo desde os meus 8 anos, e isso ajudou-me a crescer enquanto pessoa“, confessou emocionado.
No final da sua intervenção, instigado pela Voz a deixar um conselho a quem enfrenta o flagelo da violência doméstica, Afonso foi claro: “Nunca desistir, nunca. (…) A minha mãe é que teve a coragem, essa força, essa vontade de pegar e [dizer] ‘vamos, vamos viver a nossa vida, vamos reconstruir a nossa vida’ e conseguiu. (…) Não tenham medo de recomeçar do zero, não tenham medo da incerteza“, rematou.
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