Entre palpite de diagnóstico e piadas sobre as investidas do apresentador, Joana Marques garantiu que o diálogo foi um verdadeiro desafio para os ouvintes.
O podcast «The Leite Show», conduzido por Flávio Furtado, transformou-se no principal alvo da atenção de Joana Marques no episódio mais recente de «Extremamente Desagradável» pois, a humorista analisou a entrevista feita à atriz Alexandra Lencastre e não poupou críticas à falta de encadeamento na conversa, recorrendo à ironia para descrever o comportamento da convidada.
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Logo no arranque do programa, Joana Marques partilhou um palpite caricato sobre a postura da artista. “Eu acho que ela não sabe, mas ela tem PHDA. […] Ela ainda não descobriu, fui eu. Ela vai ficar a saber agora. […] E sim, eu sei que hoje em dia 9 em cada 10 pessoas dizem ser portadoras de PHDA, mais o caso de Alexandra eu tenho a certeza que é mesmo“, atirou a humorista, que aproveitou também para celebrar a atualidade desportiva: “Entretanto, tive um bom acordar, não sei se tu também. A primeira notícia do dia é que Portugal tinha eliminado a Croácia“.
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O rumo do diálogo entre as duas figuras públicas mereceu particular estranheza por parte da comentadora da Renascença, sobretudo quando o tema se fixou na infância e na memória de antigos programas de televisão pois, durante a conversa, Flávio Furtado questionou se a convidada tinha noção da quantidade de adolescentes que “descobriram o prazer de assistir à Rua Sesamo”, acrescentando que ele próprio aprendeu a ler, contar e cantar com o projeto infantil. A resposta da atriz surpreendeu o estúdio: “Aprendeu a ler. Aprendeu a contar, a cantar, a beijar… com mais carinho no seu avô“.
A observação deixou a humorista perplexa. “A beijar com mais carinho o seu avô? Isto é bizarro, de várias formas. Mas desde logo, porque ele começa a falar de descobrir o prazer, e ela acaba em beijar com carinho o avô. Será que isto é uma boca? Será que Flávio Furtado tem um namorado mais velho?“, ironizou Joana Marques, caracterizando o momento de forma crua: “Isto nem sequer chega a ser uma conversa. Isto são só duas pessoas a dizer coisas desgarradas“.
A desconexão nas respostas de Alexandra Lencastre continuou a ser evidenciada quando o apresentador tentou perceber se o público do formato infantil era maioritariamente constituído por adultos ou crianças.
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A atriz acabou por desviar o assunto para uma psicóloga da equipa antiga e para o percurso do realizador Fernando Lopes. “Percebes porquê que eu falei em PHDA, não é? Pois cá está, ela começa nos homens adultos e acaba na psicóloga da equipa que convenceu o diretor a não ser que aí já se perdeu. Já não sabe onde é que estava. Se não é PHDA, é pelo menos um terrível sentido de orientação“, apontou a locutora de rádio.
A fechar o espaço de análise, Joana Marques brincou com o esforço necessário para descodificar o raciocínio da convidada e o estilo de comunicação do anfitrião. “Isto é muito difícil de acompanhar. […] Alexandra já viste que tem dificuldade em concentrar-se. Ela muda várias vezes de assunto a meio das frases. Não venhas confundi-la com um novo assunto, por favor. Eu acho que a experiência mais próxima que há de conversar com o meu filho mais novo é tentar falar com a Alexandra Lencastre porque ela tal como o único borrifa para o tema em apreço. […] Dá a ideia que começam frases que terminam dentro da cabeça de Alexandra, mas não passam cá para fora. Meu Deus, Alexandra, isto é tudo tão rápido. Nós não conseguimos acompanhar. É como se a Alexandra lá em casa fosse um TGV e nós estivéssemos assim na estação a vê-lo passar“, concluiu, deixando ainda uma farpa humorística a Flávio Furtado pela sua habitual “compulsão por trocadilhos, mas todos de cariz sexual“.