A comediante viveu meses de profunda tristeza e teve de lidar com o abandono no seu momento de maior fragilidade.
A morte da progenitora atirou Ana Arrebentinha para um poço de profunda tristeza, um cenário que foi agravado pelo abandono e pela traição de quem considerava estar do seu lado e, na entrevista intimista na SIC, a artista abriu o coração sobre a pior fase da sua vida emocional.
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“Senti-me só e houve pessoas que me deixaram só também. E que não foram honestas comigo“, atirou a humorista, lamentando as desilusões que sofreu durante o luto. “Acho que no momento mais difícil da minha vida houve uma altura que me tiraram o tapete e me pisaram a cabeça. E isso dói. Teres pessoas que tu confias a apunhalar-te pelas costas não é fácil de lidar“, admitiu de forma contundente.
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O peso da dor e da falsidade alheia levou-a a um isolamento severo e, Ana Arrebentinha confessou a Daniel Oliveira que chegou a inventar mentiras relacionadas com o trabalho para não ter de sair de casa, passando os dias de luzes apagadas a chorar no sofá.
A verdadeira salvação acabou por surgir nos desportos de combate e, sobretudo, nos palcos onde, apenas duas semanas após a morte da mãe, a alentejana estreou um novo espetáculo. “A frase ‘que o humor salva’, salva mesmo. (…) Fui acarinhada por muitas pessoas e a gratidão deles abraçou-me“, lembrou.
Para a comediante, o palco funciona como um escudo inviolável: “Quando estou no palco, é o único sítio que não penso no que aconteceu na minha vida. (…) É aquele momento de alívio, de felicidade“.