Após a morte do marido, a mãe da convidada do «Alta Definição» perdeu a vontade de viver e acabou por ser diagnosticada com uma doença fatal.
A fase mais negra da vida de Ana Arrebentinha coincidiu com a doença prolongada e a morte da mãe e, no programa «Alta Definição», a alentejana fez um relato cru e comovente sobre os últimos anos de vida da progenitora, que perdeu a vontade de lutar após o falecimento do marido.
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“Quando ele apareceu doente, a minha mãe desistiu de viver. A minha mãe já não queria viver. Ela disse: «Tu e os teus irmãos estão criados. Eu não estou cá a fazer nada»“, revelou a humorista a Daniel Oliveira. A falta de ânimo juntou-se a uma doença rara nos rins que lhe provocou falência de órgãos e uma drástica acumulação de líquidos no corpo.
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O papel de cuidadora caiu sobre os ombros de Ana, que viveu dias de exaustão física e emocional. “Trouxe uma pessoa completamente debilitada, que precisava de banho, que precisava de 10 a 15 minutos (…) de ir à casa de banho, vomitar e eu não dormia“, recordou.
A filha desdobrava-se para a manter viva, mas esbarrava na falta de vontade da mãe. “Eu puxei uma carroça que não era minha, eu queria que ela vivesse (…) e a minha mãe não queria. E é muito violento assistir alguém que já não quer viver.”
Para poupar os filhos, a mãe escondia a gravidade do seu estado e a frase “não contem à Cristina” era recorrente. O desfecho trágico aconteceu de forma rápida, após mais um internamento de urgência com suspeitas de pancreatite. A artista chegou ao hospital de Beja a tempo de uma última despedida silenciosa. “Despedi-me dela. Ela já não estava consciente. (…) Agarrei-lhe na mão e fiz-lhe a última festinha na cara e disse: descansa, que eu sei que era o que ela queria“, concluiu com emoção.
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