Ana Luísa acusa Raquel de falta de iniciativa na cozinha: “És a primeira pessoa a enfiar o nariz numa panela”
A discussão no 'Big Brother Verão' escalou quando Raquel defendeu que a sua aversão a manusear carne crua a limita nas tarefas.
Uma discussão acesa tomou conta da casa do ‘Big Brother Verão’ na noite de sábado, 25 de julho, e estendeu-se até à manhã de domingo, 26 de julho, com Ana Luísa e Raquel em rota de colisão.
O centro da discórdia: a alegada falta de iniciativa de Raquel nas tarefas domésticas, em particular na cozinha.
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Ana Luísa não poupou nas críticas a Raquel, visivelmente irritada com o que considerava uma disparidade de esforços entre os concorrentes. “Ajuda, porque elas estão a dizer que fazem não sei o quê nos quartos. Eu não os vejo fazer nada nos quartos. Ou então passa-me ao lado. Quem faz a minha cama sou eu”, atirou Ana Luísa, comparando o seu próprio empenho com o das colegas.
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João Ventura, presente no momento, reforçou a ideia de que a cozinha era o maior desafio da casa, minimizando a questão das camas. “Assim não adianta, que o que custa mais estar nesta casa vai ser sempre a cozinha, não a cama”, disse. Raquel, por seu lado, respondeu com um tom irónico: “Precisava mesmo, gostava mesmo de saber qual é o seu ponto de vista precioso. Não, mas eu estou fora de série.”
A conversa rapidamente escalou para um confronto direto. Ana Luísa acusou Raquel de procurar confusão, algo que a visada negou veementemente. João Ventura interveio novamente, sugerindo que Raquel deveria ser “um bocadinho mais proativa”.
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A tensão subiu de tom quando Ana Luísa confrontou Raquel sobre a sua participação na cozinha, apontando a incoerência entre o apetite e a ajuda. “Tu és a primeira pessoa a enfiar o nariz numa panela que tens fome. Então também podes tomar a iniciativa de ajudar. Ninguém te obrigou a mexer em carne. Nunca disse que tinhas que mexer na carne, Raquel”, explicou.
Raquel defendeu-se, afirmando que ajuda noutras frentes e que a sua aversão a manusear carne crua a limita. “A carne crua faz-me imensa impressão”, admitiu. No entanto, Ana Luísa lembrou que a cozinha “não é só a carne, a cozinha é tantas coisas. Há que picar, descascar cenouras, fazer as coisas”.
A discussão continuou com Raquel a enumerar as suas contribuições: “Eu guardo a loiça quando eu vejo aí a loiça para guardar. Ainda ontem guardei duas vezes.” Ana Luísa, exasperada, rejeitou a ideia de estar a monitorizar as tarefas de todos. “Oh, Raquel, tu achas que eu ando com um teleponto a escrever as vezes e a registar as vezes que tocas na louça?”, questionou, antes de acrescentar: “Não custa preocuparmo-nos com a comida que é para ti, porque eu sei que comes peixe e a gente trata de fazer as coisas. Era só ajudarmo-nos uns aos outros, não custa nada.”
Ana Luísa chegou a referir que outros concorrentes, como Afonso e Nuno, eram quem mais lavava a loiça. Raquel reiterou que guardava a loiça e punha a mesa, mas mantinha a sua posição em relação a cozinhar carne. “Não, eu não posso, não faz sentido quando há só mais carne ser eu a cozinhar, entendes?”, justificou.
João Ventura voltou a intervir, desafiando a lógica de Raquel. “Estás um bocado a bater demasiado no teu pé, quer dizer, então não vou estar a fazer a comida. Se há pessoas que fazem comida para ti, porquê é que um dia não poderias tu ajudar a fazer comida? Qual é o problema? Se os outros podem fazer para ti, porquê é que tu não podes fazer para os outros?”, perguntou.
Raquel assegurou que cozinharia peixe “na boa”, mas lamentou a falta de recursos para tal. “Se eu soubesse que hoje o almoço, por exemplo, era peixe, eu poderia ter muito bem ajudado”, garantiu, lembrando até ter oferecido ajuda a João Ventura no passado para desfiar peixe. João, por fim, resumiu a questão: “Se carne é o teu limite, cozinhas outra coisa. É só isso.”