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Andreia Lourador alvo de preconceito na profissão: “Se é bonita talvez não seja inteligente”

Júlia Pinheiro choca-se com denúncia feita contra Andreia Lourador

A psicóloga e comentadora sublinhou a importância de manter a autenticidade e garantiu que o escrutínio sobre o seu aspeto não lhe retira a confiança.

A aparência e o estilo pessoal de Andreia Lourador, frequentemente elogiados no espaço público, já lhe valeram episódios de preconceito no exercício da psicologia. A confidência foi feita no programa «Júlia», onde a apresentadora leu em direto o teor de uma queixa remetida contra a profissional.

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A queixa apontava que a psicóloga se apresentava com uma postura de superioridade e criticava a partilha de imagens em biquíni e com roupa decotada nas redes sociais e, segundo a denúncia anónima, a conduta descredibilizaria o trabalho clínico na área da autoestima e violaria os princípios da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

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Júlia Pinheiro reagiu com estupefação: “Os psicólogos portugueses não podem ter seios evidentes. Não podem usar biquíni. O que é isto?“.

Não sei de onde é que isso surgiu (…) não quero acreditar que foi de algum colega de profissão (…) Entristece-me, claro, quando vejo isso. Porque era o que eu dizia há pouco, parece que ainda existe aquele preconceito de que se é bonita talvez não seja inteligente, se se cuida talvez não seja competente, se faz cirurgias plásticas não pode falar de autoestima“, desabafou Andreia Lourador, confirmando que a queixa acabou por ser arquivada. “Sinto a responsabilidade de cuidar de mim integralmente, portanto sim, eu faço (…) Já fiz cirurgia plástica, cuido da minha alimentação, treino diariamente, porque eu sinto essa responsabilidade e mesmo que não a sentisse é algo que me dá prazer“.

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As consequências da sua apresentação chegaram também ao ambiente laboral direto pois, a psicóloga relatou um episódio de retaliação por parte de uma antiga chefe, também psicóloga, que considerava o seu código de vestuário desadequado.

Já tive uma chefe que me fez isso, que me excluiu inclusivamente para um outro gabinete onde eu fiquei quase de castigo (…) disse-me que eu era demasiado sensual para trabalhar enquanto psicóloga“, revelou, recordando a sua postura firme. “A sensualidade não está propriamente na roupa, não é? Portanto, não era algo que eu pudesse desagregar de mim e trabalhar de uma forma diferente ou diferente daquela que era a minha personalidade“.

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Apesar das experiências adversas, a profissional assegurou não se deixar afetar pelas opiniões alheias. “É pouco importante para mim aquilo que os outros pensam acerca de mim ou a forma como falam de mim. Para mim é mesmo importante que as pessoas que eu amo e que estão ali à minha volta se preocupem com a forma como me veem e como se sentem“, concluiu.

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