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Nos últimos três anos, Anitta, uma das maiores estrelas pop do Brasil, embarcou num percurso de autoconhecimento profundo e íntimo.
Esta jornada fê-la questionar o ritmo de vida que levava e a importância que atribuía a cada acontecimento. Desta revolução pessoal de Larissa de Macedo Machado, natural de Honório Gurgel, no Rio de Janeiro, nasceu #Equilibrivm, o seu mais recente álbum, que a própria considera o mais genuíno até à data. Mas não foi só a música que ganhou uma nova vida; esta busca interior levou também a decisões importantes, como a de não ter filhos.
Em entrevista de capa à edição de outono/inverno 2026 da revista Glamour, a primeira em formato impresso deste ano, a cantora aborda o seu processo de autoconhecimento e revela que, entre outras reflexões, passou a encarar a maternidade como «uma função injusta e desequilibrada». A publicação, que chegou hoje (dia 15) às bancas de todo o Brasil, dedica doze páginas a esta conversa reveladora.
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Questionada sobre se se considera um modelo a seguir pelas suas jovens fãs, Anitta responde sem rodeios: «Considero-me um modelo a seguir no que toca a princípios e caráter. Eu não quero ter filhos, mas se os tivesse, gostaria de ser uma inspiração.»
E prossegue, numa introspeção sobre a sua própria história: «Quando olho para a minha história, penso: ‘Eu não tinha nada, estudei muito, sempre fui a melhor aluna das escolas que frequentei, trabalhei e esforcei-me muito, dou muito valor à minha família, ajudo o quanto posso e o quanto eles precisam.’» Reconhecendo a sua humanidade, a artista acrescenta: «É óbvio que cometo erros na vida, toda a gente é humana, mas considero que sou um bom exemplo por causa dessas coisas, de ter princípios, de nunca ter feito mal a ninguém, nunca ter prejudicado ninguém, nunca ter roubado de ninguém. Isso é algo de que me orgulho.»
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A decisão de não ter filhos, um tema que continua a gerar debate, é explicada por Anitta com uma clareza notável. «Eu nasci com esse pensamento, desde criança», partilha. A cantora critica a pressão social sobre as mulheres: «A sociedade condiciona a mulher a querer isso, e ainda bem, de resto, que as pessoas estão a olhar com mais seriedade para a misoginia e para os perigos deste pensamento machista. Porque nós, desde miúdas, somos doutrinadas a pensar que o sucesso feminino está automaticamente relacionado com arranjar um marido, ter filhos… A mulher só tem valor se cumprir esses requisitos. Ficamos sem saber o que é vontade nossa e o que nos foi imposto pelos outros.»
Anitta frisou ainda, sobre a sua recente jornada pessoal: «Depois que mergulhei nesta busca por mim mesma, não me vejo a sentir prazer ou a ser feliz a ter filhos. Não congelei óvulos, não penso nisso.» Deixa, contudo, uma porta aberta à mudança, mas de forma ponderada: «Pode ser que mude mais à frente? Claro, não estou fechada a nada na minha vida, vivemos em constante evolução e mudança. Mas, hoje, ainda vejo como uma função injusta e desequilibrada.»
Relativamente à opção de não congelar óvulos como uma “reserva“, a cantora tem uma perspetiva pragmática e humana. «Se eu mudar de opinião, há tanta criança no mundo que não tem pais, tanta gente à espera de ser amada. Se me der vontade, no futuro, não terei esse problema», explica. Além disso, a sua saúde é uma preocupação. «Congelar óvulos é um processo pesado, que altera todas as hormonas. Tenho a saúde muito fragilizada desde a COVID-19, por isso não vejo vantagem em colocá-la em risco», conclui, com a filosofia de que «tudo o que é para acontecer, acontece. Por isso, se for para o meu bem, para a minha felicidade, vai acontecer».