Antonio Cassano arrasa Cristiano Ronaldo e diz que Mourinho não ‘joga’ nada
O antigo avançado recordou a passagem pela capital espanhola e deixou fortes críticas ao técnico português.
Antonio Cassano não guarda boas recordações da passagem pelo Real Madrid e aproveitou a atualidade desportiva para expressar opiniões contundentes.
Em declarações ao jornal As, motivadas pelo confronto desta quarta-feira, 14 de outubro, entre Roma e Real Madrid na Liga dos Campeões, o antigo avançado italiano estabeleceu uma comparação dura entre Cristiano Ronaldo e Ronaldo Nazário, com quem partilhou o balneário no clube espanhol.
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Cassano explicou que Francesco Totti era um dos seus grandes ídolos de infância e que essa admiração ditou a ida para Roma no momento em que a Juventus também o pretendia contratar. Mais tarde, no Santiago Bernabéu, cruzou-se com o astro brasileiro: “Como avançado-centro, nunca vi ninguém como ele. Era absolutamente fabuloso e único. Se tivesse tido uma carreira sem lesões, teria atingido um patamar inimaginável. Esse era o verdadeiro Ronaldo, não o Cristiano, que é metade da metade do que era o Ronie, o Fenómeno”.
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O jogo europeu serviu igualmente de mote para críticas severas a José Mourinho. Cassano opôs o rumo da Roma ao do clube madrileno e não poupou o treinador português: “A Roma e o Real Madrid são duas equipas muito diferentes. Para começar, a Roma tem um treinador fantástico e o Real Madrid não, porque o Mourinho não gosta de jogar futebol, só gosta de falar. É incrível que o Real Madrid, a equipa mais forte da história, tenha contratado o Mourinho. Não percebo como é que o Florentino apostou nele. Isso deixa-me louco. Se trocássemos os treinadores de banco e o Gasperini estivesse no do Real, o Real Madrid ganharia por 10-0”.
O currículo de conquistas de Mourinho não demove o italiano. Cassano lembrou que Gian Piero Gasperini conquistou apenas uma Liga Europa, mas vincou que valoriza o futebol jogado e não os troféus. Para o ex-jogador, o técnico português teve sorte ao longo dos anos, apresenta ideias táticas ultrapassadas há uma década e não deixou legado desportivo, somando conflitos e beneficiando da influência do empresário Jorge Mendes.
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O próprio Cassano assumiu que a sua conduta em Madrid esteve longe do exemplar. Transferido da Roma em 2005/06, disputou apenas 20 partidas e apontou quatro golos pelos merengues antes de rumar à Sampdória. A apresentação ficou marcada por um casaco extravagante, indumentária que hoje classifica como ridícula e fruto da imaturidade de quem tinha vinte anos. As saídas noturnas e a falta de disciplina custaram caro: “Devia ter ido para a prisão (risos). Porque o meu comportamento era uma porcaria. Gostava de comer e sair, e não de treinar. Estava dez quilos acima do peso. A culpa foi toda minha”.
O italiano admitiu que tinha talento mas pouca vontade de correr e de se esforçar no ginásio, embora garanta que foi feliz do seu jeito. Falou ainda de Lionel Messi, colocando-o acima de qualquer figura da história da modalidade, mesmo perto dos 40 anos, bem distante de nomes atuais como Lamine Yamal, Raphinha ou Rodrygo, futebolista do Real Madrid que aprecia.
Apesar dos erros que ditaram uma saída precoce, Cassano guarda orgulho do período em que jogou com referências como Zidane e Guti: “O Cassano daquela altura, com a cabeça que tenho agora, teria jogado dez anos naquela equipa, porque tinha qualidade. De qualquer forma, fui muito feliz a jogar no Real Madrid. Foi um orgulho maravilhoso e, quando viajo para o estrangeiro, ainda se lembram de mim por ter feito parte daquela equipa. O Real Madrid é o maior clube da história”.