António Leal e Silva reage às declarações de Abel Dias sobre José Castelo Branco: “Estava a dar o dito por não dito”…
O processo de violência doméstica de Betty Grafstein voltou a ser debatido na emissão de terça-feira, 20 de outubro, do 'V+ Fama'.
O processo de violência doméstica que opõe José Castelo Branco e Betty Grafstein ganhou um novo capítulo na emissão de terça-feira, 20 de outubro, do programa ‘V+ Fama’, do canal V+ TVI.
Adriano Silva Martins levou a debate as recentes declarações de Abel Dias no podcast ‘Aqui Que Ninguém Nos Ouve’, de Pedro Rangel e Marina Marto Carvalho. O apresentador lembrou que Abel, testemunha no processo pelo lado de Betty, já tinha declarado em tribunal que nunca assistiu a agressões físicas, algo que voltou a referir nesta conversa.
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Durante a participação no formato digital, Abel recordou primeiro a relação próxima que mantinha com a norte-americana e as sugestões de alguns amigos para que subisse ao altar com ela: “Há alguns amigos meus, daqueles muito engraçados, que me diziam: ‘Mas casa com ela, ela gosta tanto de ti e tudo dela’. Era verdade, nós sempre fomos grandes amigos, mas dar o golpe do baú não é bem o meu estilo. E ia perder a amizade que tinha por ela. Não lhe ia bater, com certeza”. Questionado diretamente sobre se acreditava nas agressões imputadas a Castelo Branco, deixou uma ressalva sobre o temperamento do visado: “Tu achas que o Zé lhe bateu? Eu nunca vi (…) Mas na verdade o Zé sempre foi um brutamontes”.
Em estúdio, António Leal e Silva começou por esclarecer que conhece Abel há muitos anos, por quem tem consideração, e que ambos já conversaram ao telefone, pessoalmente e em jantares organizados por Cláudia Jacques, ficando “muito bem entendidos e resolvidos”. No entanto, fez questão de separar desavenças pessoais de questões judiciais: “Em relação a esta história, eu acho isto uma história muito complicada, porque uma coisa são fait-divers entre pessoas que não gostam umas das outras, outra coisa é justiça e tribunal. Acusar uma pessoa, que é isto que às vezes me custa e me dói e me magoa, e fico irritado”.
Adriano notou que “foram dois anos de linchamento público”, ideia que António subscreveu de imediato: “É isto que me custa muito e magoa-me, porque eu não gosto que façam aos outros aquilo que eu não gostava que me fizessem a mim. Acusar uma pessoa de violência doméstica é uma coisa gravíssima, é um crime hediondo, gravíssimo! E as pessoas não podem, por questões de todos os géneros, porque não gostam, porque odeiam, porque não engraçam, porque querem audiências, porque querem isto, querem aquilo, cair em cima de uma pessoa e fazer uma acusação desta gravidade”.
Para António, o próprio Abel pode ter confundido os comportamentos de José: “A relação entre o José e a Betty não era perfeita, não há casamentos perfeitos, mas alguma coisa havia e as provas estão lá. As pessoas não os conheciam. Como é que falam desta forma? Eu acho que o Abel é capaz de se ter baralhado e de ter juntado aquilo a que eles chamam o mau feitio de uma pessoa com bater. Há uma diferença substancial”.
Quanto à hipótese de maus-tratos emocionais, o comentador do ‘V+ Fama’ rejeitou esse cenário e descreveu a personalidade de Betty: “Depois as pessoas dizem: ‘Ai, mas também já existe a violência doméstica psicológica’. Não havia. A pressão era da Betty para o Zé. A Betty era uma mulher altiva, amorosa, que eu amava e amo, que ainda cá está, graças a Deus. Adoro, e é minha amiga com quem privei muito. Mas a Betty era uma mulher altiva, senhora do seu nariz, fazia o que queria quando queria”.
Quando Adriano lembrou o estatuto de “Lady Betty”, António acrescentou detalhes sobre o dia a dia do casal em Nova Iorque, mencionando que outras pessoas, como David Motta, também presenciaram a dinâmica entre os dois: “Ela não falava com os empregados, ela não dava confiança a toda a gente. Era uma pessoa que aparecia, tinha sempre um sorriso, era amorosa, mas ela falava para o Zé de uma forma às vezes muito complicada, muito complexa. Mas o Zé sempre a tratou bem, qualquer pessoa confirma”.
O anfitrião do programa ressalvou que apenas ao juiz caberá ouvir as partes e determinar o que aconteceu, mas apontou a mudança de discurso na opinião pública: “Houve um linchamento público durante dois, quase três anos ao José, em que nos estúdios de televisão, não é a primeira vez que o Abel Dias fala desta situação, se deu a entender por muita gente que toda a gente sabia que havia. E agora, de repente, chega-se à hora H e temos o Abel Dias”.
António questionou a base das queixas perante as declarações da testemunha: “O Abel Dias já diz que nunca viu bater, diz que ele é agressivo, mas nunca viu bater. Se ele nunca viu bater, de que tipo de violência doméstica é que estamos a falar? Eu tenho muita dificuldade em falar sobre este tema, isto arrasta-se, como tu disseste muito bem, há três anos”.
O comentador recordou ainda as represálias que sofreu quando tentou alertar outros comentadores para o que tinha presenciado: “Eu de início também fui muito perseguido, porque fui talvez a única pessoa que sempre esteve a dizer a verdade, não é do lado do Zé ou da Betty, porque eu estou do lado da justiça, mas que disse aquilo que vi. E quando eu disse aquilo que vi (…) fui linchado em praça pública, perseguido até hoje. Mas eu não tenho medo, porque eu quando digo a verdade, digo a verdade”.
Na reta final do debate, antes da intervenção de Cláudia, António considerou que Abel “se precipitou” e concordou com Adriano quando o apresentador resumiu que a testemunha “estava aqui a dar o dito por não dito”. O comentador rematou a sua análise a desmentir outros rumores sobre a convivência do casal: “Está a dizer que afinal não bateu. Se não bateu, não bateu. Depois começaram a dizer que obrigava a calçar sapatos e que obrigava a vestir roupa. Não obrigava nada, que a Betty só fazia o que queria, era o que mais faltava. As pessoas não os conheciam”.