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Atuação de Israel na Eurovisão marcada por tensão na arena e censura na internet: “Parem o genocídio”

Noite de emoções fortes em Viena: Protestos abafados e o adeus de Portugal à Eurovisão

A primeira semifinal do certame europeu ficou marcada pela intervenção dos seguranças, que retiraram quatro pessoas da Wiener Stadthalle durante a atuação do concorrente israelita.

A primeira semifinal do festival da Eurovisão, realizada esta terça-feira na Wiener Stadthalle, em Viena, ficou marcada por um clima de forte tensão política e pelo adeus da representação portuguesa, a cargo dos Bandidos do Cante. O evento foi palco de manifestações pró-Palestina que culminaram na expulsão de quatro pessoas da arena, situação já confirmada num comunicado conjunto emitido pela União Europeia de Radiodifusão (UER) e pela ORF, a estação pública de televisão da Áustria.

O momento de maior crispação ocorreu durante a apresentação do concorrente israelita, Noam Bettan pois, de acordo com as entidades organizadoras, citadas pela BBC, um dos manifestantes encontrava-se “próximo de um microfone” e “expressou ruidosamente as suas opiniões” instantes antes e durante a atuação de Israel. Os restantes três elementos foram escoltados para fora do recinto pelos seguranças devido a “comportamentos inadequados”.

Durante a transmissão televisiva em direto, foi possível ouvir nitidamente apelos por uma “Palestina livre” e cânticos a exigir que “parem o genocídio”.

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Contudo, a polémica adensou-se quando a ORF publicou o vídeo oficial da atuação no YouTube e, os protestos audíveis na televisão desapareceram do serviço de streaming, gerando uma onda de críticas à estação austríaca. Esta alegada censura contraria as declarações feitas em dezembro por Stefanie Groiss-Horowitz, diretora de programação da ORF, que havia garantido que os assobios e apupos não seriam abafados: “Não iremos colocar aplausos falsos por cima“, afirmou na altura.

A participação de Israel no concurso tem sido um dos temas mais fraturantes desta edição, motivando protestos nas ruas de Viena devido ao conflito em Gaza. O descontentamento estendeu-se ao panorama internacional, resultando no boicote de vários países, como Espanha, Eslovénia e a República da Irlanda, que optaram por não transmitir o concurso televisivo.

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