Bill Gates esclarece e-mails de Jeffrey Epstein e nega acusações de DST
"Nunca tive uma doença sexualmente transmissível": Bill Gates rebate alegações de Jeffrey Epstein
O empresário reiterou o arrependimento por se ter cruzado com o agressor sexual, garantindo que desconhecia as suas atividades criminosas.
O cofundador da Microsoft, Bill Gates, assegurou durante o seu depoimento perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que nunca contraiu qualquer doença sexualmente transmissível. A afirmação, que consta na transcrição oficial divulgada esta terça-feira dia 23 de Junho, surge em resposta às insinuações levantadas pelo agressor sexual Jeffrey Epstein.
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O empresário foi questionado pelos congressistas sobre o teor de várias mensagens de correio eletrónico datadas de 2013 e, nesses documentos atribuídos a Epstein e integrados nos autos judiciais, sugeria-se que Bill Gates sofria de uma infeção e que procurava ocultar a situação da sua então esposa, Melinda French Gates. “Nunca tive uma doença sexualmente transmissível (DST), nunca descrevi o meu pénis ao Dr. Nikolic“, contrapôs, clarificando de seguida o contexto das conversas da época: “Afirmei que talvez tenha manifestado alguma preocupação sobre se teria uma (…) mas nunca dei medicamentos a ninguém às escondidas“. Interrogado diretamente sobre se ponderou ministrar antibióticos de forma oculta à sua mulher, o filantropo negou categoricamente a hipótese.
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A audição parlamentar decorreu no passado dia 10 de junho e, até ao momento, os dados partilhados indicavam apenas que Bill Gates tinha reconhecido o erro de se associar a Jeffrey Epstein, manifestando um profundo arrependimento pelos encontros mantidos no passado.
“Nunca devia ter-me encontrado com Epstein, para começar, à luz do que sei agora, compreendo que, mesmo que tivesse conseguido os novos doadores que ele prometeu, isso não teria justificado a minha associação com ele“, pode ler-se no testemunho que o próprio fez questão de publicar na sua página oficial. Bill Gates insistiu perante a comissão que, ao longo do período em que contactou com Epstein, “nunca testemunhou nem teve qualquer indício” de que o investidor estivesse envolvido nas práticas criminosas pelas quais viria a ser condenado.
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