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Bonnie Tyler: A vida e biografia que levou ‘Total Eclipse of the Heart’ ao topo nos dois lados do Atlântico

Com uma voz inconfundível, rouca e potente, Bonnie Tyler, nome artístico de Gaynor Hopkins, é uma das figuras mais icónicas da música galesa e mundial.

Bonnie Tyler, a voz rouca que cantou ‘Total Eclipse of the Heart’ e ‘Holding Out for a Hero’, morreu hoje em Faro. A artista, que mantinha uma residência no Algarve desde 1988, deixa um legado de canções que marcaram gerações.

A carreira de Bonnie Tyler, nascida Gaynor Hopkins, começou em 1969. Depois de um segundo lugar num concurso de talentos, trocou os palcos locais do sul do País de Gales pela música a tempo inteiro. Em 1975, a assinatura com a RCA Records abriu-lhe as portas do mundo.

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Dois anos depois, em 1977, o álbum ‘The World Starts Tonight’ e os singles ‘Lost in France’ e ‘More Than a Lover’ já a levavam além-fronteiras. Mas foi ‘It’s a Heartache’, em 1978, a valer-lhe um lugar no top 5 de países como o Reino Unido e os Estados Unidos.

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Os anos 80 trouxeram uma parceria que mudaria tudo: a com o compositor e produtor Jim Steinman. Dessa união nasceram os maiores hinos de Bonnie Tyler, duas baladas que se tornaram intemporais: ‘Total Eclipse of the Heart’ (1983) e ‘Holding Out for a Hero’ (1984). Esta última, recorde-se, integrou a banda sonora do filme ‘Footloose’. ‘Total Eclipse of the Heart’ foi um fenómeno global, vendeu milhões e fez de Tyler a primeira artista galesa a ser número um no Reino Unido e nos EUA ao mesmo tempo. O álbum ‘Faster Than the Speed of Night’, que incluía o êxito, marcou a história da música britânica ao ser o primeiro de uma cantora a entrar diretamente para o topo da tabela.

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A voz rouca e emotiva, muitas vezes comparada à de Rod Stewart, era a sua imagem de marca, um timbre que apurou depois de uma cirurgia aos nódulos vocais nos anos 70. Bonnie Tyler mostrou, ao longo das décadas, uma rara capacidade de se reinventar e colaborar. Nos anos 90, brilhou na Europa com álbuns como ‘Bitterblue’, produzido por Dieter Bohlen. Já em 2003, deu nova vida a ‘Total Eclipse of the Heart’ num dueto bilíngue com Kareen Antonn, ‘Si demain… (Turn Around)’, que chegou ao primeiro lugar em França. No Brasil, muitos a recordam pela parceria com Fábio Jr. no tema ‘Sem Limites pra Sonhar’ (1987).

Ao longo da carreira, Bonnie Tyler somou distinções: três nomeações para os Grammy Awards, outras tantas para os Brit Awards. Em 1979, venceu o 10º Festival Mundial da Canção Popular com ‘Sitting on the Edge of the Ocean’. Mais recentemente, em 2022, recebeu a Ordem do Império Britânico (MBE), um reconhecimento justo do seu contributo para a música.

A sua longevidade é notável, com discos como ‘Between the Earth and the Stars’ (2019) e ‘The Best Is Yet to Come’ (2021), que confirmavam uma paixão pela música inabalável até ao fim. Bonnie Tyler, que mantinha residência em Albufeira, no Algarve, desde 1988, morreu hoje em Faro, deixando para trás uma discografia que ecoa a resiliência e a emoção de uma voz que se cala, mas que permanece viva na memória de milhões.

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