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Carolina Pinto alerta pais para frase comum dita às crianças sobre polícias e recorda lição de autoridade policial

Ex-companheira de Marco Costa partilha reflexão sobre a educação dos filhos

A criadora de conteúdo digital recorreu às redes sociais para partilhar um ensinamento antigo após receber várias mensagens dos seguidores.

Carolina Pinto utilizou as suas plataformas digitais para partilhar uma reflexão com a sua comunidade de seguidores sobre a educação dos mais novos e a forma como a autoridade policial é transmitida às crianças. A criadora de conteúdo digital decidiu gravar um vídeo explicativo após notar a reação do público a uma publicação anterior onde surgia acompanhada pela filha mais nova, Maria Emília.

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Eu fiz um story com a Emília, por isso é que vou deixar aqui este vídeo. Vamos assim a conversar e ela começou a dizer que quem faz as neiras vai preso e que o polícia prende. E eu fiz-lhe a questão se ela não tinha medo de polícias e que não tinha que ter medo de polícias. Recebi imensas mensagens a falar sobre isso, a dar-me os parabéns por ensinar que os polícias não são maus e que os polícias são bons. E então decidi vir-vos contar aqui uma história“, começou por contextualizar.

A influenciadora recuou no tempo até à infância do seu filho mais velho, Vicente, para justificar a sua mudança de perspetiva face ao tema. “Vicente tinha para aí uns 3 anos, tinha a idade da Emília. Nós estávamos no Algarve e eu lembro-me dele estar assim a correr numa rua em que depois do lado esquerdo era uma estrada e estavam dois polícias à frente de uma loja e a minha mãe estava dentro dessa loja. Lembro-me perfeitamente de eu me virar para o Vicente e dizer: ‘filho, olha ali o polícia, porta-te bem’. Não sei porque é que eu disse aquilo, não sei, talvez possa ser também a imaturidade. Agora já leva outra bagagem e um segundo filho é sempre diferente“, relatou.

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Naquela mesma noite, a postura de Carolina Pinto mereceu um reparo construtivo por parte de um dos agentes presentes no local. “Lembro-me de um dos polícias me chamar à parte, perguntar se podia conversar comigo e disse-me: ‘olha, eu assisti àquilo que disse ao seu filho e está tudo bem, não me quero meter na educação que dá ao seu filho, mas nunca diga isso ao seu filho, aos seus filhos, porque na verdade vemos inúmeras vezes os pais dizerem aos filhos, olha a polícia, queres que venha aí a polícia? O que é que nós fazemos com isto? Fazemos com que os miúdos tenham medo. Não faz sentido nenhum’“, recordou.

O argumento do agente alterou de forma definitiva a conduta da mãe de Maria Emília. “Nunca mais me vou esquecer daquilo que aquele polícia me disse. E aquilo que ele me disse foi: ‘imagine que o seu filho está na rua, se perde e que por ter medo não vai ter coragem de pedir ajuda’. E realmente aquilo ficou mesmo na cabeça. Eu nunca mais fiz isso desde aquela noite“, garantiu.

 

A fechar o seu desabafo nas redes sociais, a companheira de Marco Costa lamentou que este hábito continue enraizado em muitas dinâmicas familiares de forma inconsciente. “Nenhuma mãe nem nenhum pai quer o mal para os seus filhos, obviamente, mas isto é tão inconsciente que depois nós não conseguimos perceber que estamos a cometer o maior erro, que é se os nossos filhos se perdem, se acontece alguma coisa com os nossos filhos, eles de certeza absoluta que a polícia é o último sítio que eles vão. Isto porquê? Porque passámos uma vida inteira a dizer-lhes: ‘se te portas mal, vem o polícia’. Achei importante deixar aqui este relato (…) e deixar aqui esta reflexão“, concluiu.

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