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“Casal de chatos”: Biografia revela que Diogo Jota e Rute viviam longe da ostentação do futebol

“Não bebíamos, não fumávamos, não saíamos”: A vida simples de Diogo Jota revelada na biografia

Para o grande público, Diogo Jota era um atleta letal na grande área e uma peça fundamental na Seleção Nacional e no Liverpool.

No entanto, a biografia «Diogo Jota – Nunca mais é muito tempo» revela um homem extremamente reservado, avesso à ostentação e profundamente ligado às suas raízes.

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Na entrevista concedida à jornalista Irene Palma, na BOLA TV, José Manuel Delgado partilhou alguns dos traços de personalidade mais vincados do avançado, desmistificando o comportamento habitual associado às grandes estrelas do desporto. A descrição mais precisa foi dada pela própria viúva, Rute, que classificou o casal de forma muito peculiar e honesta: “Vou-te citar a Rute, numa das conversas que tivemos e que está no livro, em que ela dizia que nós éramos um casal de chatos, basicamente, porque não fumávamos, não bebíamos, não tomávamos café, não gostávamos de sair à noite, o que gostávamos mesmo era de estar em casa, às vezes o Diogo a jogar Playstation, porque ele tinha uma paixão tremenda pelos e-sports, ver filmes, sei lá, na televisão, ver filmes na Netflix, ter amigos em casa para jogar jogos de tabuleiro, esse é que era o nosso, o que nos dava prazer”.

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Foi precisamente esta recusa em abraçar o estereótipo do jogador notívago que chocou, no bom sentido, muitos dos que apenas o conheciam de vista. Apesar da fortuna amealhada, a sua grande riqueza residia no círculo íntimo que manteve intacto ao longo dos anos. A ligação a Gondomar, a sua terra natal, nunca foi cortada.

O jornalista sublinhou a incrível capacidade do jogador para manter as amizades de infância ativas, independentemente do país onde estivesse a jogar: “É muito curioso, porque o Diogo tinha um grupo de amigos desde os tempos das escolas de Gondomar, quando tinha oito anos, que se manteve até o fim, continuaram a encontrar-se sempre em Gondomar, depois quando ele chegou no Porto, depois foram ao Wolverhampton, foram a Liverpool, cá encontraram-se muitas vezes, portanto, o Diogo tinha um núcleo de amizades antigas muito forte e eles partilharam para o livro uma série de episódios, aliás, esse grupo de Gondomar, o Diogo eram seis e eu aos cinco pedi que cada um contasse uma história diferente passada com o Diogo”.

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Foi através das cerca de 90 conversas com este núcleo duro que o autor conseguiu montar o puzzle completo da vida do atleta, mostrando que por detrás da aparente desconfiança inicial existia uma pessoa de afetos inquebráveis.

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