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Catarina Miranda confessa desilusão com Miguel Vicente e assume falta de liberdade de expressão no «Big Brother»

"As pessoas têm medo de falar da própria vida": O desabafo tenso de Catarina Miranda sobre Miguel Vicente

Em diálogo reservado com Noélia Pereira, a concorrente garantiu que a presença do colega condiciona as conversas e destrói o ambiente de diversão no reality show.

Durante a tarde desta sexta-feira, 9 de outubro, o jardim da residência do «BB All Stars» serviu de cenário a uma troca de impressões reveladora entre Catarina Miranda e Noélia Pereira. Afastadas dos restantes concorrentes da casa, as duas analisaram o percurso de Miguel Vicente, com a jovem de Almeirim a confessar um forte sentimento de desencanto face à conduta do algarvio no reality show.

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A conversa começou com Catarina Miranda a recordar o início da convivência, admitindo ter criado expectativas positivas que acabaram desfeitas com o avançar dos dias. “Eu que sempre apoiei o Miguel e tudo, tinha uma ideia dele. E na primeira semana, quando ele chegou aqui à casa, ele era espetacular, ele era brutal“, começou por recordar a concorrente, acrescentando: “Eu não sei o que é que lhe aconteceu, o que é que tipo ele passou-lhe para a cabeça, e ele começou-se a passar, começou mesmo a virar outra pessoa. Pessoa, até que aconteceu aquilo da Teresa e tudo mudou. Tipo, ele começou mesmo a fritar. Depois, com a entrada da Daniela, só piorou“.

Noélia Pereira interveio para pontuar as datas: “Está a falar da primeira semana? Não, foi na segunda semana. Ok, até eu ainda vos consegui enganar uma semana“.

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Para a ribatejana, a transformação do colega de casa reflete uma máscara que caiu perante a pressão. “A pessoa que ele era na primeira semana é a pessoa que ele um dia gostaria de ser. Porque a essência, a nossa essência, a essência dele veio de cima“, atirou.

De seguida, denunciou o clima de receio que, no seu entender, paralisa a dinâmica do grupo. “As pessoas têm medo na casa de falar da vida, da própria vida, porque ele vai agarrar nisso. E vai queimar a imagem que as pessoas têm sobre ela, entendes?“, questionou, vincando a consequência mais grave dessa conduta: “A gente acaba por perder uma coisa que é essencial, que é a liberdade de expressão. Tu não consegues estar a ter aqui uma conversa em voz alta e daqui a bocado isto não ir para a dinâmica, se houver“.

A concorrente aproveitou a ocasião para responder às críticas externas sobre a falta de animação entre os concorrentes. “Levantam-se as questões no programa que é: ‘Ah, porque é que vocês não são divertidos? Divirtam-se, não sei o quê.’ Sim, mas agora venham aqui viver um dia connosco e percebam porque é que nós não nos divertimos. Porque não dá para divertir, porque não é divertido“, desabafou, socorrendo-se de episódios recentes como exemplo do escrutínio a que são submetidos: “Estás ali a mostrar as cuecas numa brincadeira, estás toda a gente a rir. E na dinâmica acho que isto é muito ordinário, que ela é uma oferecida. (…) Isto não é fixe“.

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Traçando um paralelo com a exigência dos desafios televisivos, Catarina Miranda sublinhou que a atual edição reúne concorrentes com outro nível de preparação. “Tu estás a jogar na Champions, tu já não estás mais lá na distrital onde tinhas aqueles que iam para lá porque não havia ninguém, tu estás literalmente na Champions, foram escolhidos a dedo. Se tu jogares sujo, vão jogar sujo contigo. Se tu jogares limpo, vão jogar limpo contigo. Se tu quiseres ir para a lama, eles vão lá contigo para a lama“, analisou.

A concorrente fez ainda questão de realçar a sua bagagem: “A experiência num programa de televisão conta muito. E eu, por exemplo, já vou na 4ª vez. Há erros que eu já não cometo. E ele vai só na segunda vez. E à segunda vez toda a gente sabe que a segunda vez tenta-se replicar a primeira“.

Noélia Pereira subscreveu a impossibilidade de repetir fórmulas passadas, arrematando a reflexão com uma crítica à falta de coerência de determinados comportamentos no espaço: “Eu acho que eles enterram-se sozinhos. É que são incoerentes, dizem coisas e são incoerentes. Eles são incoerentes e enterram-se sozinhos. Agora depois cabe também aos outros, que somos nós todos, a tentar fazer face àquilo que eles acusam e dizem e fazem“.

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