Charles Spencer capitaliza o legado de Diana com novo livro, ‘Swan Song: Diana, My Sister’, trinta anos após a morte
O livro, com lançamento marcado para 22 de setembro de 2026, promete explorar a vida da Princesa de forma mais pessoal, segundo Guilherme Castelo Branco.
Assinalam-se este 31 de agosto de 2026 trinta anos sobre a morte trágica da Princesa Diana, um tema que continua a gerar debate e novas revelações.
No ‘V+ Fama’, Adriano Silva Martins conduziu uma conversa emotiva e, por vezes, polémica, com Pimpinha Jardim, António Leal e Silva e Guilherme Castelo Branco, a propósito da efeméride e da iminente chegada às livrarias de um novo livro do irmão de Lady Di.
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Adriano Silva Martins abriu o programa lembrando que “faz trinta anos que morreu a princesa do povo, a princesa Diana, a mãe de William e Harry. Uma mulher que de qualquer das maneiras, alguns mais, outros menos, alguns positivos, alguns negativos, também nos marcou a todos”. Pimpinha Jardim confessou que “não acho que é impossível uma pessoa esquecer-se do dia em que, infelizmente, Lady Di morreu, foi um grande choque para toda a gente”. Adriano Silva Martins concordou, dizendo que para ele “foi um choque gigantesco”.
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Pimpinha Jardim descreveu Diana, que tinha apenas 36 anos quando morreu, como “a princesa do povo, toda a gente a admirava”. Para a comentadora, Diana era “um ícone da moda, do estilo”, mas sobretudo “uma mãe muito dedicada aos seus dois filhos”. Recordou ainda a imagem de Diana “a entrar no avião com os dois filhos, com o Harry e com o William”, momentos que lhe despertam “um certo saudosismo”. Lembrou-se do dia da morte de Diana, a 31 de agosto de 1997, como “uma notícia chocante para toda a gente”, e de como a informação, sem telemóveis ou internet, era acompanhada “através da rádio” e “dos programas que davam na televisão”.
António Leal e Silva recordou com humor a confusão da época com os telemóveis. “Eu lembro-me perfeitamente, vinha na marginal no carro e que alguém me ligou. Mas como é que me ligaram se não havia telemóveis? Só se as pessoas estavam da janela aos gritos e eu ouvia do carro”, atirou, antes de Adriano Silva Martins clarificar que “telemóveis havia, não havia era com internet”.
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António Leal e Silva expressou o seu carinho por Diana, considerando que ela “fez um percurso invejável enquanto mulher”. Para ele, Diana era “uma mulher inteligente, esperta. Eu acho mais do que inteligente, era esperta. Carismática”, acrescentou Adriano Silva Martins. António Leal e Silva defendeu que Diana “soube e percebeu qual era a maneira que ela tinha que fazer tudo para poder, entre aspas, alegadamente combater contra o sistema, contra a Casa Real, que era através dos mídias”. O comentador salientou que ela “arranjou aliados fortíssimos, arranjou o maior lobby do mundo, que é o lobby mais poderoso do mundo, que é o lobby gay, que não tem para ninguém. Por isso, quem tem o apoio do lobby gay acabou, está garantida para o resto da vida”.
Acrescentou que Diana foi “muito esperta nesse sentido, teve um percurso de vida invejável”, e que nos seus últimos tempos, quando estava com Dodi Al-Fayed, ela “estava, não tinha para ninguém”, referindo-se a uma imagem sua num barco em Saint-Tropez. António Leal e Silva sublinhou que Diana “não ficou em casa a olhar para os filhos”, e que “fez muito bem”, ao levar a sua vida. O comentador lembrou as “teorias da conspiração” que surgiram após a sua morte, nomeadamente sobre uma possível gravidez de Dodi Al-Fayed, filho de Mohamed Al-Fayed, dono do luxuoso Hotel Ritz, na Place Vendôme.
Guilherme Castelo Branco trouxe para a discussão o lançamento de ‘Swan Song: Diana, My Sister’, o novo livro do irmão de Diana, Charles Spencer, a 22 de setembro de 2026. “Ele está a capitalizar isto de uma forma muito positiva. É uma altura, está quase a fazer os trinta anos, portanto faz sentido. O público ainda gosta muito desta história”, disse Guilherme Castelo Branco. Para o comentador, Diana foi “muito inteligente, porque foi das primeiras pessoas a saber capitalizar mesmo a atenção mediática em seu proveito, mas teve o reverso da moeda, porque o falecimento acabou por estar um bocadinho associado a isso”.
Adriano Silva Martins lembrou que a vida dos príncipes William e Harry “era completamente exposta”, com a vida marital dos pais, Carlos e Diana, “exposta até ao tutano”, incluindo “amantes do pai, amantes da mãe, depois a morte prematura da mãe”, o que “obviamente que isto é para deixar uma pessoa abalada”. Guilherme Castelo Branco admitiu que a morte da mãe é “uma pedra no sapato” para ambos, mas vê William a gerir a situação “melhor do que o Harry”, que parece ter “recalcamentos” da infância que o levam a “disparar” contra a imprensa. António Leal e Silva, por sua vez, recordou que Diana “tinha uma vida muito dela”, e que os filhos “estavam em colégios internos, estavam com os avós”, não sendo a “mãezinha que sai de manhã e está todo o dia ali com o menino”.
Adriano Silva Martins concluiu a conversa referindo-se ao livro de Charles Spencer: “acho que ele faz muito bem, porque as pessoas têm sempre o interesse de ver as coisas de uma forma um bocadinho mais pessoal, e ele aqui vem prometer falar da vida da Diana por alguém que cresceu com ela e acompanhou ao longo destes processos”. O livro, que será publicado em inglês a 22 de setembro de 2026, promete ser “bastante aceite pelo público” e gerar “muito interesse em saber as coisas”, como salientou Guilherme Castelo Branco.
Para António Leal e Silva, Diana foi uma mulher que “fez muito bem” e “foi a primeira mulher que entrou num hospital e que esteve próximo de vítimas de SIDA, que na altura ninguém se aproximava”. Mencionou também o seu trabalho “pelas minas”, como “a história das minas em Angola”. Adriano Silva Martins concordou, dizendo que “é um facto que a Diana tinha um lado extraordinário. Claro que ela usou o seu mediatismo para grandes causas. Ela tinha um carisma fora do normal”. Embora tenha “dado passos em falso”, Diana teve “posicionamentos interessantíssimos” e “maravilhosos à época”, permanecendo “um ícone que nos acompanha até aos nossos dias”.