Clara de Sousa conduz pela sexta vez os ‘Globos de Ouro’: “Estou muito tranquila” na 30.ª gala
A jornalista da SIC adapta os textos do guião para "dizer" em vez de apenas "ler", garantindo proximidade com o público na cerimónia...
Clara de Sousa volta a subir ao palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, este sábado, 26 de setembro de 2026.
A jornalista da SIC é, pela sexta vez, a anfitriã da gala dos ‘Globos de Ouro’, um evento que já conhece bem.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Nos ensaios, a pivô da SIC contou como se sente ao repetir a experiência: “É igual aos outros anos, à exceção do primeiro ano, era sempre uma situação um pouco mais desconhecida. Mas desde então, obviamente, já me habituei a pisar aquele palco e a fazer esta gala e, portanto, estou muito tranquila”.
Leia também: Márcia Soares é acusada de tentar “destruir” e “prejudicar” Daniela Santos antes do ‘Big Brother’
Conciliar a rotina de jornalista, com grandes entrevistas e debates, com a preparação para os ‘Globos de Ouro’ não é um desafio, garantiu Clara de Sousa. A equipa por trás da gala assume a maior parte do trabalho: “Os ‘Globos de Ouro’ não exigem grande preparação. Na verdade, há guionistas que fazem o guião e eu, agora nestes dias que antecedem a gala, vejo os textos, adapto-os à minha forma de falar, ao meu ritmo, para me sentir confortável com o que digo”.
A apresentadora explicou a sua filosofia: “Eu não quero só ler, eu quero dizer, eu quero que seja como se estivesse à frente de uma pessoa a falar com ela. Não gosto muito de estar a ler para as pessoas e, portanto, é aí que eu ganho na proximidade e é isso que eu faço, é o meu trabalho. Dá muito mais trabalho fazer um ‘Jornal da Noite’ ou preparar entrevistas, ou debates”.
Leia também: Stella, a ‘diva do Pingo Doce’, acusada de agredir a senhoria e danificar apartamento
O dia da gala é vivido com a mesma serenidade. Clara de Sousa revelou que chega com tempo de sobra: “Eu venho com o tempo necessário para fazer a make-up, para fazer os cabelos, para conversarmos descontraidamente sem pressas e para descer e estar pronta uns 15; 20 minutos antes da gala começar”.
Durante a conversa, a jornalista lembrou Francisco Pinto Balsemão, fundador da SIC e do Expresso, que morreu em novembro de 2025. Esta 30.ª gala dos ‘Globos de Ouro’ será a primeira a acontecer quase um ano depois da sua partida. “Vai ser a primeira gala praticamente um ano depois da partida do Francisco Pinto Balsemão, mas aqui estamos, sempre com ele na nossa memória, para celebrar esta 30.ª gala”, disse.
Clara de Sousa recordou que os ‘Globos de Ouro’ começaram em 1996, com uma única interrupção devido à Covid-19, e que ela própria assumiu a condução em 2021. “Eu acredito que vai ser mais uma grande gala. Eu não posso dizer que tenha havido alguma gala que me tenha desiludido porque todas aquelas que apresentei, eu gostei muito delas. Acho que estão muito bem preparadas, muito bem pensadas e esta não vai ser diferente”, atirou.
A memória de Francisco Pinto Balsemão permanece viva: “estará sempre na nossa memória porque ele era, de facto, uma pessoa extraordinária, com uma grande proximidade e continua a ser uma grande referência. Enquanto jornalista, ele era um grande defensor da liberdade jornalística, e fazia questão de o dizer, e muitas vezes falava com ele e até o desafiava um bocadinho. Ele tinha um sentido de humor extraordinário”.
Apesar da sua ausência física, a família de Francisco Pinto Balsemão, incluindo o doutor Francisco Pedro, estará presente. “Não está connosco, mas está o doutor Francisco Pedro e a restante família, e, portanto, é como se estivesse. Ele está presente, é uma energia que ficou, é uma herança que nos deixou”, acrescentou.
Clara de Sousa recordou ainda os momentos em que partilhou o palco com Francisco Pinto Balsemão, nomeadamente na entrega do galardão de Mérito e Excelência. “Era uma pessoa com quem era um prazer conversar. Eu sei que onde quer que ele esteja, estará certamente a sorrir para nós e nós a sorrir para ele”, rematou.