Cláudio Ramos quebra silêncio após polémica no ‘Dois às 10’: ‘O mundo divide-se entre boas e más pessoas’
O apresentador usou o Instagram no domingo, 26 de julho de 2026, para reagir à controvérsia com Ana Rita Barros e reiterar a sua visão sobre a obesidade enquanto doença.
Cláudio Ramos quebrou o silêncio no Instagram no domingo, 26 de julho de 2026, para se pronunciar pela primeira vez sobre a polémica que o envolveu.
A controvérsia surgiu após uma entrevista no programa ‘Dois às 10’, onde a criadora de conteúdos Ana Rita Barros manifestou publicamente o seu desconforto com a forma como o apresentador abordou a questão do seu excesso de peso.
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Numa longa publicação, Cláudio Ramos começou por afastar a ideia de que a sociedade se segmenta pelo físico. Para o apresentador, o que importa é o caráter das pessoas. “Parece que, de repente, o mundo se divide entre gordos e magros, mas não. O mundo divide-se entre boas e más pessoas, e eu sou dos que aprecia as boas, porque a mim importa zero se são gordos, magros, pretos, brancos, amarelos, verdes, se usam óculos ou lentes de contacto, cabelo liso ou caracóis, se são altos ou baixos. A mim importa que sejam livres e felizes. É nisso que se baseia a minha forma de estar”, escreveu.
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O rosto da TVI admitiu que nem todos têm de concordar com as suas posições, mas sublinhou a necessidade de se entender o contexto de qualquer declaração. Cláudio Ramos alertou ainda para os perigos de retirar frases do seu enquadramento: “Óbvio que nem todas as pessoas têm de concordar com o que se diz, mas todas têm a obrigação de entender o contexto. Temos um partido político que usa muito as coisas fora de contexto, e percebe-se o perigo que corremos”, atirou.
O apresentador mostrou-se um defensor do debate público em torno de temas sensíveis. Fez, contudo, uma distinção clara entre quem discute de forma construtiva e quem se aproveita destas situações para fins menos nobres. “Sou super a favor de discutir temas, e acho que também aqui o mundo se divide: os que aproveitam para discutir de forma interessante, e outros que, na escuridão onde vivem, veem aqui uma luz para aparecer. Não condeno, mas questiono os que falam de empatia e usam o ódio para tentar passar os argumentos que não têm. Comigo não adianta, já expliquei que não me tira o sono”, acrescentou.
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Cláudio Ramos manteve a sua posição inicial sobre a obesidade, reforçando que é um problema de saúde pública. Lembrou a preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) com esta questão. “Convém lembrar que a obesidade é uma doença e um dos enormes problemas que a OMS luta para combater. Obviamente não acho que a felicidade se defina pelo peso da balança, mas é um problema de saúde”, frisou.
O apresentador foi mais longe e partilhou uma reflexão pessoal sobre a sua própria saúde. Garantiu que a sua opinião nasce de uma experiência genuína, não de um julgamento gratuito. “Eu seria mais feliz sem os problemas de saúde que tenho, e tendo alguns, falo, portanto, por experiência própria. Se em 2026 eu não puder fazer esta pergunta, é porque me adianta pouco descer a avenida a cada 25 de Abril”, considerou, numa clara alusão à liberdade de expressão em Portugal.
Ainda assim, Cláudio Ramos fez questão de esclarecer que a sua visão não implica qualquer tipo de julgamento sobre a forma como as pessoas com excesso de peso decidem viver as suas vidas. “Este é o meu ponto de vista, que considera também que nenhuma pessoa com excesso de peso tem que se esconder ou deixar de fazer o que entende, pelo que lhe diz a balança ou o espelho”, esclareceu.
No entanto, o apresentador reiterou a sua preocupação com mensagens que considera irresponsáveis, sobretudo quando dirigidas a um público jovem e facilmente influenciável. “Tem a obrigação de não passar a mensagem irresponsável de que se pode comer fritos, chocolates e beber refrigerantes todos os dias, e alegremente ser-se preguiçoso, quando o objetivo é influenciar jovens. Mas isto sou eu, que não me deixo influenciar por ninguém, e como dois litros de gelado por semana!”, rematou, com uma nota de humor sobre os seus próprios hábitos alimentares.
Para encerrar a sua extensa partilha, Cláudio Ramos optou por um tom mais leve, descrevendo a semana que passou como feita de rotinas simples e momentos de alegria. Deixou ainda um apelo à harmonia entre as pessoas. “A semana fez-se de rotinas e canções. De alegrias, de sol e lidas da casa. Somos todos iguais. Mais iguais numas coisas que noutras. Não se destruam, porque não nos adianta. Mesmo! Bom domingo”, concluiu o apresentador.