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Cristiano Ronaldo arrasado: “Naufrágio” e “noite de frustração” na estreia de Jorge Jesus

Imprensa internacional não perdoa falhanços e números do capitão frente ao País de Gales.

Portugal venceu o País de Gales na quinta-feira, 25 de setembro de 2026, em Alvalade, mas a estreia de Jorge Jesus como selecionador nacional ficou marcada por uma exibição pouco convincente da equipa.

Se o resultado foi positivo, o mesmo não se pode dizer da prestação de Cristiano Ronaldo, que voltou a ser alvo de duras críticas, sobretudo da imprensa inglesa.

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O ‘Desporto ao Minuto’ debruçou-se sobre cada lance do capitão português para perceber se a avaliação externa era justa. Aos nove minutos, um remate promissor de Ronaldo passou a centímetros do poste esquerdo da baliza de Danny Ward. Parecia o prenúncio de mais uma noite de golo, com a dupla que faz com João Félix a mostrar sintonia.

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Pouco depois, um corte defensivo do País de Gales impediu que um remate à boca da pequena área se transformasse em golo. Um lance que, noutros tempos, veríamos o jogador do Al Nassr finalizar de primeira, mas que desta vez exigiu um domínio que o atrapalhou antes de tentar a sorte.

Aos 26 minutos, surgiu o primeiro momento de maior desconcentração. Ronaldo recebeu a bola fora da grande área, com João Félix disponível para uma tabela. O avançado, contudo, preferiu segurar a bola, ignorando também Bruno Fernandes à esquerda, e acabou por perder a posse, originando um contra-ataque perigoso para os galeses.

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Dez minutos mais tarde, quis bater um livre direto, com o desfecho habitual dos últimos anos: a bola embateu na barreira. Na sequência, um cruzamento encontrou-o numa posição perigosa, mas sem ângulo para rematar, e atirou para a malha lateral, quando quatro colegas estavam em melhor posição para finalizar.

A frustração começou a instalar-se aos 40 minutos. Um remate sem força nem direção foi parar às mãos de Ward, num local onde o capitão costuma ser letal. A segunda parte trouxe alguma movimentação, mas apenas quatro minutos após o recomeço, Ronaldo protagonizou um falhanço que, certamente, quererá apagar da memória. A poucos mais de três metros da linha de golo, com uma oportunidade de ouro para dilatar a vantagem portuguesa, atirou para a bancada.

Houve ainda um momento de euforia em Alvalade quando o astro português marcou um golo bem conseguido, mas o VAR anulou-o por fora de jogo milimétrico. Aos 66 minutos, na sua última intervenção, recebeu um passe de Bruno Fernandes, rodou sobre o defesa e rematou sem perigo, para o centro da baliza.

Os números dos 67 minutos em campo são esclarecedores. Cristiano Ronaldo fez sete remates, mas apenas dois foram na direção da baliza, e, diga-se, para as mãos do guarda-redes adversário. Teve apenas oito toques na área do País de Gales.

Além do fora de jogo que ditou a anulação do golo, o capitão foi apanhado em posição irregular em mais duas ocasiões e não conseguiu concretizar nenhum drible. A sua taxa de sucesso nos passes rondou os 82%, mas desceu para 50% nos duelos defensivos, falhando um dos dois que teve.

A imprensa desportiva internacional não poupou críticas, descrevendo a sua exibição como um “naufrágio” e uma “noite de frustração”. Resta perceber como Jorge Jesus, que garantiu que Cristiano Ronaldo fez um bom jogo, irá lidar com estes dados.

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