Numa declaração oficial, a apresentadora e diretora da TVI rejeita qualquer tentativa de desvalorização do sofrimento da vítima e critica a onda de ataques pessoais de que tem sido alvo.
Após dias de intenso escrutínio público e de uma onda de queixas na ERC, Cristina Ferreira decidiu quebrar o silêncio e reagir formalmente à polémica que envolve os seus comentários sobre um alegado caso de violação e, através de um comunicado estruturado em cinco pontos, a apresentadora da TVI procurou clarificar a sua posição e afastar as acusações de que estaria a branquear ou a justificar comportamentos criminosos.
Cristina Ferreira começou por ser taxativa na sua condenação a qualquer tipo de violência: “Rejeito e considero injustificável qualquer forma de crime ou de abuso“. A comunicadora argumentou que uma visualização “objetiva” do programa permite perceber que nunca houve a intenção de desculpar o agressor, sublinhando que as suas declarações foram feitas no contexto de perguntas aos comentadores da Crónica Criminal e não como uma opinião pessoal.
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“Independentemente da interpretação que cada pessoa possa ter retirado das minhas palavras, nunca tive qualquer intenção de justificar o alegado comportamento em causa“, afirmou, acrescentando que em momento algum pretendeu diminuir o sofrimento da vítima.
Reconhecendo a dificuldade de usar sempre as “palavras certas” em programas de várias horas em direto, Cristina Ferreira vincou que o programa salientou repetidamente a gravidade do ato.
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O comunicado serviu também para a apresentadora manifestar o seu desagrado perante a agressividade das reações nas redes sociais e, Cristina Ferreira lamentou o nível de ataques à sua pessoa e à estação de Queluz de Baixo, distinguindo a crítica legítima do que considera ser “puro ódio pessoal”.
“Espero ter esclarecido a opinião pública e não tenciono fazer mais comentários sobre este tema“, rematou a diretora de Entretenimento e Ficção da TVI, numa tentativa de encerrar um dos episódios mais controversos da sua carreira mediática.
O caso, recorde-se, gerou uma revolta nacional e levou a TVI a ameaçar anteriormente com processos judiciais contra quem ofendesse a honra da apresentadora.
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