Daniela Ventura acusa TVI de censurar doença (boderline): “Fugia à personagem da cobra”
A ex-concorrente revelou que foi proibida de falar sobre o seu diagnóstico de Borderline e medicação no confessionário para manter o papel de vilã.
Daniela Ventura foi a mais recente convidada do podcast ‘Vulneravelmente Falando’, conduzido por Lara Moniz.
Durante uma entrevista, a antiga concorrente do Big Brother fez graves acusações à produção do reality show da TVI e à Endemol, revelando que foi propositadamente impedida de falar sobre a sua saúde mental e sobre o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline.
A jovem explicou que a sua postura no jogo foi manipulada nos bastidores para encaixar num papel específico para o público, garantindo: “Eles não me deixaram falar sobre a minha doença. Nunca. Eu ia ao confessionário e eles diziam não fales sobre a tua medicação, não fales sobre a tua doença”.
Leia também: Eva Pais deixa conselho a mulheres traídas e revela mensagem de Tony Carreira
Daniela esclareceu que os seus momentos de maior fragilidade e os ataques que sofria dentro da casa foram ocultados da emissão, atirando: “Tornava-me uma pessoa mais vulnerável, uma pessoa mais humana, e isso fugia à personagem da cobra que eu supostamente tinha que manter”.
Outro ponto bordado na conversa foi a presença do pai nas galas do programa, em que a jovem ex-concorrente de reality shows revelou que o progenitor tinha um histórico abusivo e que pediu expressamente à produção para o manter afastado do formato, lamentando: “Eu pedi por favor, não deixem que ele vá às galas. Obviamente uma pessoa pede uma coisa e às vezes as pessoas não respeitam, e foi o que aconteceu”.
Leia também: Liliana Oliveira recusa tarefas no “Desafio Final”: “Não vou estragar as minhas unhas”
Daniela confessou que a situação lhe causou ataques de ansiedade em direto e que o público a julgou injustamente como uma má filha, sem conhecer o trauma que tentava proteger.
Sobre o conhecido segmento da ‘Curva da Vida’, onde os residentes habitualmente partilham a sua história, a jovem confirmou que a edição final cortou grande parte do seu testemunho por conveniência narrativa.
Apesar de o nome do diagnóstico ter aparecido escrito no ecrã de forma breve, as suas palavras sobre a tentativa de suicídio aos 21 anos e o desenvolvimento da doença através de traumas de infância foram silenciadas, impedindo os espetadores de compreenderem a verdadeira dimensão da sua história.