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Daniela Ventura recorda pesadelo com o álcool e tentativa de suicídio: “Acordei com muita vergonha”

O período mais sombrio da vida de Daniela Ventura foi detalhado em entrevista. O internamento na ala de psiquiatria marcou o ponto de viragem.

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A sucessão de traumas vividos no estrangeiro, que culminaram numa violenta relação abusiva, atiraram Daniela Ventura para uma grave dependência.

No podcast Vulneravelmente Falando, a antiga concorrente do reality show da TVI confessou ter usado a bebida como única forma de escape à dor, admitindo: “Eu refugiei-me muito no álcool. Foi forte mesmo. Eu bebia de manhã à noite”.

A ex-concorrente desmistificou qualquer aspeto positivo ligado ao consumo de bebidas alcoólicas, assumindo que a sensação de alívio não passava de uma cortina de fumo para os seus problemas reais.

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Num tom de alerta para quem a ouvia, a jovem atirou: “Tudo o que eu achava que o álcool trazia de bom era uma ilusão. Era o vamos esquecer das coisas para eu poder sair à rua e não achar que eu era sempre triste, sempre depressiva. O álcool não passa de uma droga legalizada”. As consequências físicas não tardaram a manifestar-se, deixando-lhe problemas de estômago crónicos que a impedem de beber até aos dias de hoje.

Foi durante um episódio de embriaguez profunda que a antiga residente tentou pôr termo à própria vida através da ingestão de medicamentos, o que a levou de urgência para as urgências. Sobre o despertar no hospital após a falha da overdose, Daniela relatou o choque daquele momento negro, recordando: “É muita vergonha. É a mais honesta que eu consigo ser, porque tu pensas fogo, não consegui. A primeira coisa que eu pensei quando acordei foi que vergonha, que eu fiz e não alcancei o objetivo. Não pensei em que alívio”.

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A tentativa de suicídio obrigou a jovem a permanecer internada sob cuidados médicos. Foi precisamente na ala de psiquiatria que Daniela Ventura encontrou a clareza necessária para alterar o rumo destrutivo que a sua vida levava, explicando: “Nesse tempo eu pensei muito, fiquei muito pensativa e eu disse assim, eu tenho que dar uma volta na minha vida porque isto não faz sentido nenhum. Eu bebo todos os dias, eu não faço nada, eu sou má para a minha família. Eu tenho que ter um objetivo”. O episódio hospitalar marcou o início da sua reaproximação à fé e a posterior conversão à religião islâmica.

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