De glória no futebol a estrela da televisão: O fenómeno Cândido Costa em análise no V+ Fama
Adriano Silva Martins lançou o tema e o painel rendeu-se à capacidade de comunicação do ex-atleta. O seu humor sem ofensas e a postura simpática conquistaram o público e os comentadores.
A impressionante reinvenção de Cândido Costa após o fim da sua carreira desportiva foi o grande destaque do V+ Fama desta quarta-feira.
O antigo internacional português, que brilhou nos relvados com as cores do FC Porto – onde conquistou a Taça UEFA sob o comando de José Mourinho –, Vitória de Setúbal, Belenenses, Gil Vicente, SC Braga e até no futebol inglês com o Derby County, tem conquistado a televisão e os portugueses com o seu talento natural para a comunicação e humor.
Adriano Silva Martins abriu o debate destacando a impressionante reviravolta na vida do ex-atleta. “Muitos não se lembram, mas foi uma grande figura do futebol (…) e agora reinventou-se como homem do show business, como um homem que está em todas as campanhas publicitárias, como um homem que participa em vários programas de humor, um homem com uma história de vida apaixonante. Teve tudo na mão graças ao futebol, perdeu, e agora é uma grandíssima figura do show business em Portugal”, enquadrou o apresentador.
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Guilherme Castelo Branco foi o primeiro a desfazer-se em elogios à forma como Cândido interage com o público. “O Candido Costa é uma pessoa que, na minha opinião, não é, que cria uma ligação muito simpática com as pessoas. Quase que parece que é um amigo das pessoas quando fala, a forma como ele comunica, a forma como ele conta as histórias. É um excelente contador de histórias, é muito engraçado a contar”, começou por dizer. O comentador lembrou as dificuldades da transição do mundo da bola para a vida real, mas destacou a força da mensagem que o ex-jogador transmite hoje em dia: “Não existe idade para nós nos reinventarmos. E ele prova isso mesmo, porque ele conseguiu passar de uma fase quase de anonimato para subir ao estrelato de uma forma completamente excepcional”.
Pimpinha Jardim também se mostrou rendida à história de superação, revelando que o dom para o entretenimento já era visível nos tempos de balneário. “Eu acho o Cândido Costa um grande exemplo, uma pessoa que se reinventa aos 40 (…) ele já sentia que tinha algum jeito para esta área nessa altura, é que já fazia os outros rirem, já tinha um bocadinho o dom da comunicação”, apontou. A comentadora enumerou as várias facetas de Cândido, lembrando o seu trabalho como repórter no Canal 11 e a sua participação de sucesso no “Taskmaster”, da RTP1. “A verdade é que ele diz que tem uma vida muito mais organizada agora, que está numa fase muito boa da vida dele e nós desejamos-lhe as maiores felicidades e anos prósperos”, rematou Pimpinha.
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Para António Leal e Silva, o segredo do sucesso está na simplicidade e na capacidade de adaptação do ex-jogador a este novo mundo. “No fundo, ele acaba por entrar na comunicação porque ele é uma pessoa de comunicação fácil. Ele fala com facilidade, tem resposta rápida, é uma pessoa assertiva, apanha os pormenores, ele consegue conduzir as entrevistas que faz”, analisou o comentador, estabelecendo até um paralelo com a sua própria entrada tardia no mundo televisivo. “Ele tem um jeito muito próprio de conduzir (…) Portugueses acham piada aquele ar mais (…) simples, acessível, prático, acho que é pior ali por aí. Prática, acessível, uma linguagem que toda a gente entende. É uma linguagem de rua que toda a gente entende e que ele consegue agarrar.”
O painel foi unânime ao considerar que o humor genuíno de Cândido Costa é uma lufada de ar fresco na televisão atual. “Ele faz um tipo de humor que já é muito raro hoje em dia. Ele nunca ofende ninguém, nunca. Hão de reparar, ele nunca está a criticar ninguém para fazer humor, nunca faz aquele humor irónico. É o humor genuíno”, observou Guilherme Castelo Branco. Adriano Silva Martins subscreveu a ideia na íntegra: “Eu acho que o humor o caracteriza É que ele não ofende ninguém. E aí muita gente que se esconde no humor para ofender outros”.