Alexandre Quintas foi homenageado pelo grupo Medialivre após ter evitado uma tragédia e confessou o desejo de reencontrar os dois menores no futuro.
O fecho da semana trouxe um momento de enorme emoção e reconhecimento público na CMTV. Alexandre Quintas, o padeiro que se tornou o herói nacional ao resgatar duas crianças de nacionalidade francesa que haviam sido abandonadas pela própria mãe e pelo padrasto numa estrada isolada em Alcácer do Sal, foi distinguido esta sexta-feira, dia 22 de maio. O cidadão recebeu o prémio honorário ‘Herói CM’, entregue por Carlos Rodrigues, Diretor-Geral Editorial do grupo Medialivre, numa homenagem que deixou o país lavado em lágrimas.
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Durante a sua passagem pelo canal, o homem que evitou um desfecho trágico recordou os momentos de aflição e revelou o que gostaria de transmitir aos dois irmãos caso o destino os volte a cruzar. “Fazia o que lhes fiz, que era dar um abraço forte para eles sentirem calor e amor, que se calhar nunca tiveram“, confessou, lavado em lágrimas e visivelmente abalado com a fragilidade das vítimas que encontrou perdidas no mato.
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O vínculo emocional criado com os menores levou o padeiro a assumir um compromisso solene para o futuro, garantindo que não vai descansar enquanto não souber o paradeiro dos jovens. “Eu espero voltar a vê-los e, se ficar sem informações deles, um dia qualquer eu vou procurá-los. Eu acho que não se vão esquecer“, declarou em direto, demonstrando uma enorme sensibilidade.
Confrontado com os contornos da investigação criminal que envolvem a progenitora e o padrasto, Alexandre Quintas assumiu ter plena consciência do impacto do seu ato de bravura, embora lamente as circunstâncias que o motivaram. “Sim, tenho [noção de que salvei a vida deles]. Pelo que tenho visto nas notícias, esta mãe e este padrasto… Tenho noção que saiu a sorte grande aos miúdos. Da pior maneira, mas saiu a sorte grande“, avaliou com crueza.
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Instado a comentar o futuro das crianças e a possibilidade de estas serem integradas numa família de acolhimento temporário, o entrevistado defendeu que o ideal passaria por encontrar uma estrutura biológica competente, sem fechar a porta a outras alternativas caso a segurança dos menores esteja em causa. “Sinceramente eu gostava que fosse algum familiar bem estruturado que ficasse com eles. O que eu gostava era que fosse algum familiar, porque é diferente de ser outras pessoas. Se a família for toda assim, mais vale ser pessoas que lhes consigam dar amor“, alertou.
A emissão terminou com o convidado lavado em lágrimas, incapaz de esconder o impacto psicológico de um gesto altruísta que acabou por comover Portugal inteiro.