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Dudu expõe atitude dos outros herdeiros e recorda birras de Marco Paulo

Eduardo Ferreira criticou o silêncio dos restantes herdeiros de Marco Paulo e revelou algumas das exigências e birras do cantor nos bastidores.

A presença de Eduardo Ferreira no programa Dois às 10 serviu também para revelar o lado mais instável de Marco Paulo e a relação difícil com os restantes herdeiros do cantor.

Em conversa com Cláudio Ramos na manhã da TVI, Dudu recordou o feitio caprichoso do artista nos bastidores da televisão e não poupou críticas à postura adotada por António Coelho, um dos herdeiros do artista.

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Apesar de descrever o amigo como alguém simples no seu quotidiano em Braga, o convidado admitiu que este assumia uma atitude de vedeta no meio televisivo. Eduardo Ferreira partilhou um episódio caricato em que Marco Paulo exigiu bolinhos de bacalhau e, ao não os conseguir, ameaçou ligar a Daniel Oliveira para despedir a funcionária responsável. “E eu metia-me a dizer, ó Marco, mas queres fazer isso? A miúda está a começar a vida dela”, recordou Dudu, explicando que o chamava à razão e conseguia acalmar o artista rapidamente.

A dependência emocional do cantor em relação ao amigo gerava outras exigências perante as equipas de produção. O bracarense contou que o músico recusava iniciar as emissões do seu programa se ele não estivesse presente. Noutra ocasião, o artista desentendeu-se após a atuação de um convidado, pensando que a emissão não estava em direto. “Ele levou a mal, fez uma birra e ele ficou lá encostado, dizia que não ia mais para o ar”, revelou Eduardo Ferreira, acrescentando que a equipa teve de lhe pedir ajuda para resolver a situação em frações de segundos e garantir que o músico regressava ao palco.

Além das exigências profissionais, a entrevista abordou o ambiente tenso com o núcleo familiar residente na casa do artista. Eduardo Ferreira confessou que o afilhado do cantor, António Coelho, sempre o ignorou de forma deliberada: “Nunca me disse um olá, um bom dia, nada, nunca”.

Para evitar conflitos, Marco Paulo chegou a proibir Dudu e outros amigos de entrarem na sua residência, obrigando-os a esperar no exterior ou num restaurante próximo. Na visão do convidado, existe um forte ressentimento por parte da família e dos restantes beneficiários do testamento. “Acho que não aceitam, não entendem, deve ter ódio. Ele veio para aqui estragou-nos. É o que eu penso”, atirou.

Incomodado por ser o principal alvo de ataques mediáticos, Dudu apontou o dedo ao silêncio das restantes pessoas contempladas na partilha de bens. O herdeiro defendeu que estes deveriam assumir a responsabilidade de honrar a memória do artista publicamente, em vez de se esconderem. “Esses dois, ou essas duas pessoas, como herdeiros deviam se sentir na obrigação de vir falar do Marco. O que era ele, o que não era, o que não era. Eles tinham essa obrigação. Não era eu, só eu”, concluiu, lamentando parecer o único vilão no meio de toda a polémica.

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