“É muito mais assustador chamar machista do que cabra”: Susana Dias Ramos critica Catarina Miranda
Susana Dias Ramos analisa insultos no «Big Brother All Stars» e sai em defesa de Luís Gonçalves
No «Diário» do «Big Brother All Stars», a comentadora alertou para o peso dos termos usados de forma leviana no convívio diário dentro do reality show.
O debate em torno da agressividade verbal na casa do «Big Brother All Stars» marcou a emissão do «Diário» desta sexta-feira, conduzido por Nuno Eiró. Em estúdio com Alexandra Ferreira, a comentadora Susana Dias Ramos pronunciou-se sobre a mais recente contenda entre Luís Gonçalves e Catarina Miranda, advertindo para a gravidade dos rótulos atirados no calor do momento.
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A profissional começou por sublinhar que o concorrente possui uma postura vincada que acaba por chocar com as companheiras de casa, mas repudiou o rumo dos ataques verbais da ribatejana: “O Luís não tem muita aresta redondinha para conversar. O Luís é muito direto, muito intensivo (…) e eu gosto, mas tenho receio. Eu já ouvi lá dentro, especialmente da boca da Catarina Miranda, as expressões do ‘és um machista’, porque ‘tu falas para as mulheres‘”.
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Para Susana Dias Ramos, o recurso insistente a conceitos graves sem o devido enquadramento banaliza o sofrimento de quem passa por essas realidades fora da televisão: “A mim perturba-me muito mais esta adjetivação, porque há homens machistas efetivamente e é preciso saber identificá-los. Há pessoas narcisistas sim e é preciso saber identificá-las. E mandar os termos da forma que eles mandam para o ar é passar um pano (…) porque efetivamente tu confundes estes traços de personalidade que até são saudáveis, tu confundes numa pessoa que é saudável e pões este rótulo“.
A comentadora estabeleceu ainda um paralelo com o confronto acalorado entre Érica Silva e a ribatejana, concluindo que atribuir preconceitos sociais a um adversário tem um impacto bastante mais destrutivo do que um insulto pontual em discussão.
“Aqui o que me assusta é: é muito mais assustador uma Catarina chamar o Luís de machista do que uma Érica chamar-lhe cabra“, disse Susana Dias Ramos. A afirmação contou com a concordância de Alexandra Ferreira, que desvalorizou a força das narrativas criadas pela jovem de Almeirim: “A Catarina é a rainha da discórdia, portanto ela hoje diz A, amanhã já diz B (…) ela não tem credibilidade“.
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