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“Estás a ser radical”: Sara Avelar trava argumentos de Filipa Torrinha no «Passadeira Vermelha»

Debate aceso na SIC Caras: Sara Avelar e Filipa Torrinha trocam galhardetes por causa de movimento conservador

Sara Avelar acusou a colega de painel de assumir uma atitude extremista e de tentar desvalorizar os pontos de vista contrários.

O debate em torno do movimento de mulheres conservadoras e das declarações de Rute Sousa na SIC Notícias, contra a interrupção voluntária da gravidez mesmo em cenários de violação, provocou um momento de grande tensão entre Sara Avelar e Filipa Torrinha na emissão desta quarta-feira, 19 de agosto, do «Passadeira Vermelha», na SIC Caras.

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Após a exibição das imagens, Sara Avelar começou por apontar o cariz político do tema e criticou as atitudes intransigentes. “Eu não sou de radicalismos (…) acho que costuma-se dizer, e esta expressão já é antiga, que o meio, o equilíbrio, é sempre a melhor solução para uma sociedade, para um país (…) Os radicalismos, eu sou completamente contra o radicalismo. Portanto, acho que o meio-termo, o bom senso impera sempre. E depois parece que somos agora todos pseudo-moralistas, portanto agora somos todos donos da verdade, queremos que os outros sigam as nossas ideias e as nossas opiniões, inferiorizando a do outro“, alertou a comentadora.

Filipa Torrinha interveio de imediato para defender uma posição intransigente perante certas matérias, evocando o pensamento filosófico sobre os limites da convivência democrática: “Esta situação fez-me lembrar um bocadinho o paradoxo de Popper (…) que basicamente diz que a tolerância ilimitada leva ao fim da tolerância. E o que eu acho aqui em relação a alguns movimentos, este é um deles, é que nós não podemos ser tolerantes (…) quando nos estão a ser retirados direitos aos humanos, aos seres humanos, a nós mulheres em específico, às minorias em particular“.

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A intervenção motivou uma resposta pronta de Sara Avelar: “Não, mas estás a ser radical por outro lado“. A psicóloga não recuou na argumentação: “Eu não estou a ser radical. Se quiseres achar que eu sou radical, eu acho que é um direito que tens. Eu não me importo nada de ser apelidada como radical quando se fala em direitos humanos“.

A troca de impressões subiu de tom quando Sara Avelar insistiu na necessidade de não haver superioridade moral no confronto de ideias. “É que o que eu não quero é radicalismo, porque senão parecemos todos pseudo-moralistas, estamos aqui todos cheios de moral, que a minha opinião é que está certa e estamos a inferiorizar a do outro“, atirou, ao que Filipa Torrinha respondeu: “Eu estou a emitir um ponto de vista que é fundamentado“. Sara Avelar ripostou de imediato: “Mas acabas por estar a inferiorizar a opinião da Rute“.

Perante a insistência da colega de bancada na existência de manipulação e desinformação no discurso conservador, Sara Avelar voltou a vincar a sua discordância quanto à ideia de que a população absorve mensagens sem critério próprio, rematando que “cada um pensa pela sua cabeça” e que a pluralidade de visões deve ser mantida sem imposições dogmáticas.

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