A notícia rebentou: Harry e Meghan estão de regresso ao Reino Unido. O casal não volta de momento às obrigações da Casa Real, mas sim para viver numa casa independente, deixando a Califórnia.
A visita ao Rei Carlos, em junho, parece ter surtido efeito, e a paz e a normalidade ganham novo fôlego.
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Pimpinha Jardim, no programa ‘V+ Fama’, lembrou que este é um regresso seis anos depois do ‘Megxit’, a saída de Inglaterra para os Estados Unidos. “Na altura disseram que queriam fugir um bocadinho dos olhos das pessoas, dos olhares mediáticos, queriam uma vida mais calma para os seus filhos, mais tranquila, longe da família real”, contou. Agora, a questão permanece: o que mudou para que o Duque e a Duquesa de Sussex voltem após tanta polémica?
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A comentadora apontou para a presença do Rei Carlos na vida dos netos. Archie, com 7 anos, e Lilibet, com 5, teriam agora o avô mais presente. “Na verdade a Lilibet deve ter poucas memórias com o Rei Carlos, porque vive a muitos quilómetros de distância”, acrescentou Pimpinha Jardim, que acredita que “esta volta tenha muito a ver com os netos e com questões familiares, para ver se se conseguem todos reconciliar outra vez”.
Adriano Silva Martins, apresentador do ‘V+ Fama’, questionou António Leal e Silva sobre se os motivos seriam emocionais ou de outra índole. O comentador atirou logo para a vertente financeira. “Como toda a gente sabe, tem havido alegadamente vários rumores sobre questões financeiras e económicas em relação ao casal”, disse António Leal e Silva, sublinhando que “a vida está caríssima e a um determinado nível não é fácil”.
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O comentador especulou que Harry e Meghan “devem ter chegado à conclusão que a Inglaterra tem um apoio mais direto”. Além disso, o Príncipe tem toda uma história em Inglaterra, e “é natural que ele opte para que os miúdos tenham todo o seu desenvolvimento académico em Inglaterra, que no fundo é a base dele, porque ele é inglês, não é americano”, explicou.
António Leal e Silva fez uma distinção clara entre Harry e Meghan. “Ela pode não se entender, segundo consta, e alegadamente aquilo que é público, não se entender muito bem com a família real, mas ele entende sempre, porque ele é irmão, ele é sobrinho, ele é filho”, afirmou. “O sangue fala sempre mais alto. Ele discute de manhã, mas ele chega lá, é filho. Ela não, ela é mulher de”, disse. Meghan, para a família real, é “uma mulher de fora”, enquanto Harry “faz parte do meio”.
A família, garantiu António Leal e Silva, nunca deixará Harry “cair”, protegendo-o como um membro que é. Lembrou o caso de Eduardo VIII, tio-avô de Carlos III (irmão do pai da Rainha Isabel II), que abdicou do trono para casar com a socialite americana Wallis Simpson. “Nunca o deixaram cair, e não vão fazer isso a este”, frisou.
Cláudia Jacques corroborou a ideia de que há mais por trás do regresso do que os motivos emocionais. “Eles apontam os motivos que são simpáticos para nós todos sabermos. Poderá haver esses outros que são também os económicos, apesar de que eles não vão aqui expor porque têm o direito à sua privacidade e não se fragilizarem dessa maneira”, admitiu.
Os motivos oficiais, avançados pelo casal, incluem a idade e o problema de saúde do Rei Carlos, com Harry a querer “fazerem as pazes” e a querer que os filhos cresçam com a educação que ele teve no Reino Unido. Numa entrevista recente, no princípio do ano, Harry já tinha dito que “sentia falta do Reino Unido”, dos amigos e de tudo o que lá viveu.
Apesar da mudança, o Duque e a Duquesa de Sussex devem manter a casa em Montecito, na Califórnia, e a casa em Melides, em Portugal. Vão viver numa casa particular nos arredores de Londres, “longe das obrigações reais”, ou seja, “não vai fazer parte dos eventos, não vai ser convidado a representar a Casa Real. Para já”, esclareceu Cláudia Jacques.
Este é um início de reaproximação que “pode ser muito mais global, mas tem que dar os primeiros passos”, disse Cláudia Jacques. A comentadora lembrou que nem todos em Inglaterra estão contentes com o regresso, havendo “muitas críticas e muitas pessoas que não querem que eles voltem”. No entanto, António Leal e Silva acredita que a opinião pública pode mudar, bastando “umas fotografias com os miúdos a ir à escola” e “dar 3 coisas para a caridade”.
Adriano Silva Martins salientou que a doença do Rei Carlos e a redução da Casa Real, com o afastamento do Príncipe André e as filhas deste, e a idade avançada da Princesa Ana, tornam o contexto atual diferente. António Leal e Silva concordou que as monarquias europeias estão a perder o seu “fascínio” e “encanto”.