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Este sábado, 16 de maio, todas as atenções viram-se para Viena, na Áustria, onde se disputa a grande final da 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção 2026.
Dos 35 países em competição, apenas vinte garantiram um lugar na luta pelo cobiçado troféu. Contudo, mais do que a música, é a polémica que domina os bastidores, com esta edição a ficar marcada por um boicote de cinco nações e uma controvérsia que se adensa a cada dia.
Para os portugueses, a desilusão chegou cedo. Os Bandidos do Cante, com o seu tema “Rosa”, não conseguiram convencer a Europa e falharam o apuramento para a grande final. Assim, uma vez mais, Portugal fica de fora do palco principal. A transmissão, essa, está assegurada em direto na RTP e na RTP Play, a partir das 20:00, para quem quiser acompanhar o desfecho da competição.
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Aos vinte finalistas apurados nas semifinais de terça-feira, dia 12, e quinta-feira, dia 14, juntam-se os “Big Five”: Itália, Alemanha, França, Espanha e Reino Unido, que, como os maiores financiadores do festival, têm presença garantida. A estes, claro, soma-se a anfitriã Áustria, que também entra diretamente na final, completando o lote de países que disputarão a vitória.
Olhando para as projeções do Eurovisionworld, o site que agrega as principais apostas, a Finlândia surge como a grande favorita, com 43% de hipóteses de vitória. A Austrália segue-se com 17%, enquanto a Grécia detém 8%. Israel e Roménia fecham o top 5, ambos com 6% de probabilidades de levar o prémio para casa.
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Na cauda da lista, com menos de 1% de hipóteses de triunfo, encontram-se países como a Polónia, o Reino Unido, a Lituânia, a Alemanha, a Bélgica e, ironicamente, a própria Áustria, que este ano acolhe o evento.
A controvérsia em torno de Israel, aliás, não é novidade nesta 70.ª edição. Tal como no ano passado, a participação do país volta a ser um foco de tensão, alimentada pelo conflito na Palestina e por suspeitas de manipulação do televoto. A decisão da União Europeia de Radiodifusão (EBU) de manter Israel na corrida provocou uma onda de protestos. Espanha, um dos “Big Five“, juntou-se à Irlanda, Eslovénia, Países Baixos e Islândia no boicote ao festival, recusando-se a participar este ano.
A Amnistia Internacional não poupou críticas à organização, acusando a EBU de “cobardia” por não ter suspendido Israel, uma medida que, lembram, foi aplicada à Rússia em circunstâncias semelhantes.
Neste cenário complexo, a pergunta paira no ar: poderá uma eventual vitória da Finlândia, como as apostas sugerem, ter implicações futuras e afastar Israel da competição em 2027? A resposta só o tempo a trará, mas a edição de 2026 promete ser inesquecível, não só pela música, mas também pelas tensões que a rodeiam.