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Filipa Torrinha Nunes junta-se às críticas a Cristina Ferreira: “O que ela disse é profundamente grave”

A comentadora condenou a postura da "patroa" de Queluz de Baixo e deixou um apelo à consciência do público.

A polémica em torno das declarações de Cristina Ferreira no programa “Dois às 10”, relativas ao mediático caso de violação de uma menor, continua a fazer correr muita tinta no panorama social português.

Apesar de a TVI já ter emitido um comunicado oficial a defender a sua apresentadora e a repudiar o que chamou de “manipulação grosseira” das redes sociais, as críticas não param de surgir. Desta vez, foi Filipa Torrinha Nunes a usar o palco do “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, para condenar duramente a postura da Diretora de Entretenimento e Ficção de Queluz de Baixo.

A comentadora começou por sublinhar o peso das palavras proferidas em canal aberto e o impacto que estas têm na sociedade. “O que a Cristina Ferreira disse é muito grave, dito por qualquer pessoa é muito grave, dito por ela é mais grave ainda, porque ela tem uma coisa chamada responsabilidade social. Ela está num programa com imensas audiências, ela está numa crónica criminal onde as pessoas vêm também para se informarem, por todos estes motivos e mais alguns, o que ela disse foi profundamente grave”, começou por afirmar.

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Recusando qualquer relativização, Filipa desconstruiu as dúvidas levantadas no matutino da TVI. “Ela está a revitimizar as vítimas, como também está a contribuir para uma desinformação gravíssima e é muito importante sermos muito claros aqui, o consentimento pode ser retirado a qualquer momento e ele tem que ser dado de forma explícita e de forma clara e inequívoca. E alguém que está numa relação sexual, num ato sexual, que está a fazer, quer que seja dentro do contexto sexual, não perde a capacidade de entender o que está a fazer”, vincou a psicóloga.

A ausência de uma retratação pública por parte de Cristina Ferreira também foi alvo de reparo. “A Cristina Ferreira, a partir de agora, tem o dever absoluto de pedir desculpa e o que ela fez até nós entrarmos aqui hoje em estúdio foi fazer stories do Wilson Gira”, apontou Filipa Torrinha Nunes, que não poupou nas palavras ao avaliar as causas defendidas pela apresentadora: “Eu canso-me um bocadinho este feminismo performativo que é balofo, que é oco e que é cheio de rigorosamente nada. Canso-me mesmo este feminismo que é usado para vender produtos, mas que depois falta as bases, falta a estrutura toda.” A surpresa com o sucedido não foi, no entanto, total: “Não sei se estão admiradas, porque eu acho que nós temos uma esperança na Cristina Ferreira que de facto não é bem justificada, não é? A Cristina Ferreira já teve saídas deste género anteriores.”

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Afastando-se da cultura do cancelamento, Filipa fez antes um apelo direto ao público e ao seu poder de escolha enquanto consumidor de conteúdos. “Eu sou um bocado contra, a 100%, vamos dizer assim, esta onda de cancelamentos que muitas vezes acontecem. Em Portugal não é tanto. Mas eu sou muito a favor que as pessoas tenham o discernimento de perceber quem é que estão a idolatrar, que produtos é que estão a comprar de quem e que decidam em consciência”, refletiu. “Eu quero apoiar esta figura pública, eu entendo as ideologias e apoio ou eu prefiro retirar-me. Temos um bocado conscientes, quem é que nós apoiamos enquanto espectadores, enquanto no digital, na televisão, etc. E as pessoas às vezes não pensam nisto e é um direito de cada um apoiar como não apoiar, seguir como não seguir, não estou a dizer para fazer A ou para fazer B. Acho que há um apelo à consciência que é importante termos, porque são defendidas coisas aqui, não só aqui, também com outras pessoas, muito graves”, acrescentou a comentadora.

A concluir a sua intervenção, Filipa Torrinha Nunes fez questão de destruir por completo o mito de que os homens não conseguem controlar os seus impulsos em situações limite. “Esta coisa que os homens são uns animaizinhos e que não se controlam, que todos nós já ouvimos ao longo da vida, infelizmente, porque ouvimos, vais provocá-lo, depois fica assim, então não se aguenta, a culpa é tua, não atiça os rapazes, isso são coisas, isso são paradigmas que nos atormentam, vou dizer a todas, plural, mas que não têm base científica e estão ali cerçados numa desinformação que é muito, muito perigosa. É mesmo muito perigosa”, rematou.

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