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Finalista do Big Brother Verão acusado pela FPF de apostar na derrota do próprio clube

Antigo jogador do Portimonense enfrenta suspensão de até três anos após investigação da Federação Portuguesa de Futebol revelar mais de 1.500 apostas, incluindo 18 palpites na derrota do seu clube.

Nuno Jerónimo Augusto Neves Pereira, antigo jogador sénior do Portimonense SC no Campeonato de Portugal, [e finalista do BB Verão] foi formalmente acusado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no âmbito de um processo disciplinar que investiga esquemas de apostas desportivas ilícitas.

A acusação que o DIOGUINHO teve acesso em exclusivo detalha um comportamento contínuo e massivo, em que o atleta não só realizou apostas em competições onde participava ativamente, como apostou repetidamente na derrota do seu próprio clube, por vezes estando em campo como titular. Na verdade, é um total de 26 jogadores do Portimonense.

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A investigação conduzida pela Unidade de Integridade e Compliance da FPF, que culminou no Processo Disciplinar N.º 04 – 2026/2027 ao qual o DIOGUINHO teve acesso e que revela números assombrosos relativos à atividade do jogador durante a época 2025/2026. Nuno Pereira terá efetuado pelo menos 1.536 apostas desportivas em competições oficiais sob a tutela da federação.

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Deste universo volumoso, 195 apostas incidiram diretamente sobre jogos do Campeonato de Portugal, a prova em que o próprio atleta competia. O pormenor mais grave reside, contudo, no seu próprio balneário: Nuno Pereira apostou em 22 ocasiões em partidas do Portimonense SC (frequentemente designado como Portimonense B), tendo em 18 delas colocado o seu dinheiro na derrota da equipa que representava.

O despacho de acusação cruza minuciosamente as datas e horas das apostas com as fichas de jogo oficiais da FPF, traçando um cenário comprometedor. Em várias ocasiões, o atleta alinhou de início sabendo que tinha apostado contra as hipóteses de sucesso do Portimonense.

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Finalista do Big Brother Verão acusado pela FPF de apostar na derrota do próprio clube
Finalista do Big Brother Verão acusado pela FPF de apostar na derrota do próprio clube

Um dos casos mais flagrantes ocorreu a 22 de fevereiro de 2026, no embate entre o GD Alcochetense e o Portimonense SC. Nuno Pereira jogou como titular, mas antes do apito inicial havia registado duas apostas na derrota do Portimonense. O jogo terminaria com um triunfo do Alcochetense por 3-0. O padrão repetiu-se a 4 de abril do mesmo ano, frente ao AC Malveira: Pereira foi titular e apostou na hipótese dupla de empate ou derrota da sua equipa, que acabou por sair vencida por 3-0.

Mesmo quando não foi opção no onze inicial, o jogador manteve a atividade de apostas viva. Como suplente não utilizado no banco contra o FC Serpa (1 de março) e o LGC Moncarapachense (15 de março), ou até quando ficou de fora dos convocados em jogos frente ao O Elvas SAD e ao Oriental de Lisboa, Nuno Pereira registou múltiplos palpites contra o emblema algarvio.

Enquadrada legalmente no artigo 142.º do Regulamento Disciplinar da FPF, relativo à manipulação de jogos e apostas desportivas, a conduta de Nuno Pereira é considerada uma infração disciplinar grave. O regulamento estipula, para estes casos, uma sanção de multa financeira que oscila entre as 10 e as 50 Unidades de Conta (UC) e, no plano desportivo, uma suspensão de qualquer atividade futebolística por um período de seis meses a três anos.

Finalista do Big Brother Verão acusado pela FPF de apostar na derrota do próprio clube
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A favor de Nuno Pereira joga apenas o seu cadastro disciplinar até então imaculado. Sem qualquer infração registada nas quatro épocas anteriores (entre 2022/2023 e 2025/2026), o jogador beneficia de uma atenuante regulamentar que reduz para metade os limites da suspensão proposta. Ainda assim, a acusação considera provado que o arguido agiu com dolo, de forma livre, consciente e deliberada, violando diretamente os princípios de ética e integridade que devem reger o desporto-rei nacional.

O caso segue agora os trâmites regulamentares na secção não profissional do Conselho de Disciplina da FPF, prevendo-se uma decisão punitiva pesada que serve também de aviso para o futebol de formação e escalões secundários em Portugal.

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