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“Foi longe demais”: Cinha Jardim e painel arrasam Catarina Miranda por expor Afonso Leitão

Os comentadores do Dois às 10 analisaram o confronto entre Catarina Miranda e Afonso Leitão, criticando a exposição pública da vida privada do militar.

No Dois às 10, da TVI, na manhã de hoje, Cinha Jardim, Adriano Silva Martins e Gonçalo Quinaz comentaram os acontecimentos que marcaram a gala de ontem do Desafio Final.

O aceso embate entre Catarina Miranda e Afonso Leitão no cubo da casa mais vigiada do país dominou o arranque da emissão.

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A apresentadora Cristina Ferreira começou por enquadrar a postura do jovem militar nos dias que antecederam o acerto de contas e a forma como a entrada da mãe influenciou o jogo, recordando: ” …acho que foi a semana em que ele mais declarações de amor fez à Catarina, desde que entrou na casa. E a mãe, quando entra, aquilo que lhe diz logo é a Catarina está a destruir-te lá fora, posicionando-o para aquilo que vinha a acontecer a seguir. “

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Gonçalo Quinaz concordou com a perspetiva da progenitora do concorrente, lamentando a exposição de aspetos privados que ultrapassaram a discussão sobre a fidelidade. O comentador criticou duramente a postura da ribatejana: “Eu concordo, porque eu acho que realmente durante uma semana aquilo que ela fez cá fora foi realmente tentar destruir e humilhar, de certa maneira, o Afonso. Ela diz que não, mas aquilo que ela fez foi isso mesmo, com tudo aquilo que foi desvendando e falando do foro pessoal, não só deles, mas também da vida pessoal do Afonso, que não tinha dinheiro, que tinha dívidas. Portanto, acho que isto é parte um bocadinho e passa um bocadinho para aquilo que é a humilhação pública, porque havia assuntos que nem nada tinha a ver com traição, que eram assuntos do foro pessoal, que não era preciso ser divulgados. Portanto, eu concordo sim com esta parte, quando a mãe, a Rita, transmitiu ao Afonso que havia uma exposição grande pública cá fora que ela tinha montado. Aliás, eu acho mesmo que a Catarina Miranda montou um circo tremendo cá fora.”

Questionados sobre se a estratégia da jovem de Almeirim estaria pensada desde a publicação do primeiro comunicado nas redes sociais, Adriano Silva Martins apontou para um bloqueio emocional da ex-concorrente e acusou-a de tentar afastar o namorado do seu círculo próximo: “Eu acho que a Catarina é uma pessoa que não tem a capacidade para gostar de uma pessoa como ela deveria ter gostado do Afonso. É questão de conhecimento. Pois, acho que ela é bloqueada emocionalmente e ela pode gostar do Afonso, mas não sabe amar o Afonso, amar no significado extensivo da palavra. Acho que o objetivo da Catarina é muito difícil de cifrar, mas eu acho que ela tinha um objectivo claro, que era separar o Afonso dos amigos, coisa que ela já tinha conseguido quase na totalidade, e agora o seguinte passo era da família. E todos estes passos que ela foi dando… Aliás, a Catarina, no princípio do programa, já queria que o Afonso desistisse. A Catarina não estava cómoda com o protagonismo do Afonso, com o facto do Afonso não estar à beira dela. De certa maneira, ela não estava cómoda com o facto do Afonso voar parcialmente sozinho.”

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Cinha Jardim subscreveu as opiniões dos colegas de painel, referindo que, apesar de ter compreendido a intenção inicial da ribatejana de se afastar das galas de domingo, as suas atitudes subsequentes foram desmedidas: “Olha, eu acho que sim. Acho que… Acho que sim também. Acho que sim. Concordo com os dois. Não vou adiantar muito mais, porque acho que a Catarina foi longe demais. Eu fui solidária com ela, com a intenção dela se pôr fora do programa.”

A apresentadora recordou o argumento de Catarina Miranda de que ninguém aguentaria apoiar publicamente um concorrente durante semanas naquelas circunstâncias, ao que Cinha Jardim contrapôs a necessidade de maior discrição: “É o que eu estou a dizer. Eu fui solidária com ela, com qualquer mensagem. Que eu não as vi, como te disse, ela perguntou-me se eu as queria e eu disse que não.”

Para a comentadora, o texto partilhado na internet teria sido suficiente para justificar o fim do apoio público, sem necessidade de estender a polémica na televisão: “O suficiente e depois aguardava longe e ninguém ia pensar que ela roubou, nem ninguém ia pensar que ela ficou com o dinheiro da Tim ou qualquer coisa. Ela explicava à Tim, que eu acho que sim, e explicava a nós todos que não estava mais a apoiar o Afonso devido a problemas pessoais. Pronto, ou pessoais (…) Acabou, ficava por aqui. O resto foi longe demais, mas é a transparência do que a Catarina é. Ela imagina mais coisas na cabeça dela, floreia e tem, não há dúvida nenhuma, uma ambição, que é ultrapassar tudo e todos, especialmente aqui o Afonso. Ela é que sabe, ela é que manda, ela é que põe e dispõe.”

Cinha Jardim rejeitou ainda a afirmação da ribatejana de que nenhuma mulher escolheria expor uma alegada traição voluntariamente, sugerindo que houve uma tentativa de vitimização: “Não, não acredito nisso porque ela não se importa de ser vítima, ela pensou que as pessoas todas iam posicionar do lado dela e não. Ontem vi muitas redes sociais e realmente a maioria das pessoas está contra esta ida dela.”

Adriano Silva Martins ressalvou que a reação dos espectadores se mostrou dividida no ambiente digital: “Eu vi as coisas muito divididas. Há pessoas que acreditam mais na Catarina, na sua versão, e é legítimo, e há pessoas que foram mais solidárias com o Afonso.”

A onda de apoio ao militar acabou por surpreender Cinha Jardim, que fez questão de clarificar que a reação pública não se prende com o teor das mensagens encontradas: “O que a mim me surpreendeu bastante foi muitas pessoas terem sido, posicionaram-se ao lado do Afonso. Não pelas mensagens, eu acho que aqui a maioria, e eu também às vezes ponho um bocadinho em dúvida, se não haveria mesmo aquelas mensagens ou outras que tais.”

Gonçalo Quinaz reforçou a posição unânime dos comentadores, distinguindo a reprovação de um comportamento infiel da crítica à dimensão pública dada ao caso: “Porque eu acho que é preciso separar aqui as coisas. Aqui ninguém está a favor das mensagens e do conteúdo das mensagens. Eu ainda não vi ninguém defender o conteúdo das mensagens. Nós os três não defendemos o conteúdo das mensagens.”

A fechar o debate nas manhãs da TVI, o antigo futebolista reiterou que a contestação do painel se foca exclusivamente no escândalo gerado pela ex-concorrente: “Cristina, era legítimo tu não gostares, eu não gostar, a Cínia não gostar, o Adriano não gostar. É legítimo e até aí estamos todos de acordo. O que é questionável é depois o circo que foi montado.”

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