Gouveia e Melo revela segredos chocantes da vida nos submarinos: “Um banho por semana com 1,5L de água”
O Almirante foi o convidado de "Bom Partido" e não fugiu às perguntas. Entre copos de água do mar e aviões de papel, distribuiu "bicadas" a André Ventura e Marques Mendes e definiu-se como um "bom partido".
O Almirante Henrique Gouveia e Melo despiu a farda de rigidez habitual e mostrou o seu lado mais descontraído, e técnico, na rubrica “Bom Partido”, conduzida pelo humorista Guilherme Geirinhas.
Numa conversa que navegou entre a comédia e a realidade dura da vida militar, o antigo coordenador da Task Force da vacinação partilhou detalhes impressionantes sobre as suas 20 mil horas debaixo de água.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Gouveia e Melo descreveu a vida nos submarinos antigos (onde passou a maior parte da carreira) como um teste extremo à resistência humana. O espaço era exíguo: 57 homens para apenas duas casas de banho e turnos de “cama quente” (onde se troca de lugar com o colega que vai trabalhar).
Mas o detalhe que mais chocou foi a higiene. “Tínhamos uma garrafa de água de um litro e meio por semana… não para beber, mas para a nossa higiene pessoal”, revelou. A salvação? “Quando se descobriram os Dodots (toalhitas), encontrámos uma nova forma de vida”, brincou.
Sobre o cheiro a bordo, uma mistura de óleo, cabos elétricos e suor, o Almirante explicou a “regra de ouro” da convivência: “Dois cheiros humanos têm de ter 75 centímetros de distância para se sentirem confortáveis. Se não, sentem que a intimidade está a ser invadida”.
Confrontado com uma fotografia onde surge a brindar com um líquido suspeito, Gouveia e Melo confirmou uma das tradições mais secretas da Marinha. “Quando vamos à cota máxima [profundidade limite], abrimos a torneira e bebemos um copázio de água salgada”, contou, explicando que serve para celebrar a resistência do casco (e da tripulação).
O Almirante revelou ainda que, enquanto Comandante, dormia sempre calçado e vestido. O motivo? Estar pronto para agir em segundos. “Imagina que é um indivíduo nu no periscópio a ter que tomar decisões… Já aconteceu a outros”, atirou entre risos.