Durante a ‘Análise Criminal’, apontaram-se os sinais de alerta ignorados e a ausência das comissões de proteção no acompanhamento dos menores.
A tragédia familiar ocorrida em Oeiras espoletou uma dura reflexão sobre o papel e as falhas do sistema de proteção no espaço de comentário criminal do «Casa Feliz». Hernâni Carvalho mostrou-se indignado com a inação das autoridades face a um agregado familiar que já tinha sinalização judicial, uma vez que o pai das crianças se encontra em prisão preventiva por violência doméstica contra a vítima.
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O jornalista não poupou palavras ao avaliar a resposta estatal. “A mim surpreende-me é que toda a gente sabia, mas ninguém falou às autoridades. A mim o que surpreende é como é que as autoridades, sabendo que têm um homem preso com dois filhos cá fora, não fizeram avaliação dos meninos“, atirou Hernâni Carvalho, lamentando a inércia da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e do Ministério Público.
As críticas estenderam-se ao vazio de responsabilidades no rescaldo da tragédia. “Não fizeram um carapau (…) Resultado, Portugal deu o decore e esta gente teve o fim que teve. E agora tratamos nós do resto. Isso é que me surpreende (…) Alguém aqui falhou, mais uma vez e sempre. Mas não tem nome, não pode ter nome“, concluiu o rosto da análise criminal da SIC.
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A advogada Patrícia Cipriano corroborou as preocupações, lembrando que a legislação é clara quanto às obrigações de comunicação em casos de violência doméstica e de absentismo escolar, um dos comportamentos apontados ao jovem. “A verdade é que, se foram feitas essas diligências, parecem ter sido inócuas“, observou a jurista sobre as falhas da rede de apoio à família.