“IA para substituir juízes, já!”: Nuno Homem de Sá revolta-se após nova condenação e promete recurso
Segunda condenação em poucos meses: Nuno Homem de Sá contesta decisão judicial e anuncia recurso
Com duas penas suspensas no espaço de quatro meses respeitantes a antigas relações, o visado mantém a postura de confronto com o sistema judicial português.
A decisão judicial proferida pelo Tribunal de Viseu que condenou Nuno Homem de Sá a uma pena de dois anos e três meses de prisão suspensa, pelo crime de violência doméstica contra a ex-namorada Nádia Lopes, teve uma reação inflamada por parte do ator.
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Através das suas redes sociais, o artista não escondeu a indignação com o desfecho do processo, desvalorizou as conclusões dos magistrados e exigiu mudanças drásticas nos tribunais.
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A condenação em Viseu confirmou episódios graves de controlo, humilhações e sofrimento psicológico infligidos durante os meses de coabitação entre dezembro de 2023 e março de 2024.
O tribunal deu como provado que Nádia Lopes sofreu insultos constantes, foi privada de medicação, obrigada a tomar banho de água fria e sujeita a isolamento social forçado e, perante este quadro, o juízo determinou ainda o pagamento de uma indemnização de 1.750 euros, a proibição de contactos e a frequência obrigatória de programas para agressores, um veredito que a defesa da vítima recebeu com evidente alívio pelo reconhecimento cabal dos danos sofridos.
Indiferente à gravidade dos factos julgados, Nuno Homem de Sá recorreu à Internet para rebater a sentença com ataques frontais ao sistema judicial. “Lista de factos não-provados tão maior que a outra, ainda assim… Os factos alegados que me trouxeram à comarca de Viseu foram dados como não-provados. IA para substituir @s juízes, já! Vergonha Nacional! Recurso a Caminho!“, escreveu, prometendo contestar o desfecho judicial.
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Esta não é a primeira condenação do género que recai sobre o ator este ano pois, em junho de 2026, o Tribunal de Torres Vedras já o tinha condenado a uma pena de três anos de prisão suspensa por violência física e psicológica contra outra antiga companheira, Frederica Lima, sendo absolvido apenas do crime de violação de domicílio.
Na altura, Frederica manifestou publicamente o alívio por ver validado o estatuto de vítima pelas autoridades.
Ao longo dos últimos meses, o visado tem adotado uma linha de defesa agressiva, apelidando as investigações de “palermice” e sugerindo uma orquestração entre as duas queixosas. Apesar de festejar publicamente arquivamentos pontuais – como a queixa de condução sem habilitação legal, celebrada num vídeo com a frase “é mais uma” -, o artista acumula agora duas pesadas condenações judiciais por crimes de violência nas relações que manteve.