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Irreconhecível: Dakota Johnson transforma-se em Marilyn Monroe para novo filme

Como seria Marilyn Monroe se não tivesse morrido aos 36 anos? Dakota Johnson dá a resposta em novo filme

A atriz norte-americana assumiu o desafio de interpretar o mito de Hollywood numa curta-metragem assinada por Maggie Gyllenhaal.

Dakota Johnson surpreendeu ao surgir com um visual totalmente renovado para o seu mais recente trabalho no cinema. A artista, de 36 anos, abandonou os habituais cabelos longos e castanhos para interpretar Marilyn Monroe, num projeto exclusivo cujas primeiras imagens foram reveladas pela revista Vanity Fair.

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Com uma peruca loira curta e encaracolada e o mítico sinal no rosto, Dakota Johnson assume o papel principal na curta-metragem «Flesh Impact», escrita e realizada por Maggie Gyllenhaal. A obra, que terá uma duração de 17 minutos, foi concetualizada para assinalar o centenário do nascimento do ícone de Hollywood, nascida a 1 de junho de 1926.

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Apesar de Maggie Gyllenhaal ter admitido dúvidas iniciais quanto às semelhanças físicas da atriz com o mito do cinema, a cineasta acabou por apostar no talento da artista, com quem já tinha colaborado no passado. A intenção da realização focou-se em captar a aura e a essência da estrela, mais do que criar uma réplica exata.

O título da curta-metragem inspira-se numa célebre reflexão do realizador Billy Wilder, que descrevia a presença de Marilyn Monroe no ecrã como um verdadeiro “flesh impact” – uma força tão viva que parecia palpável para o público. A narrativa parte de uma premissa alternativa: qual teria sido o rumo da vida de Marilyn Monroe se não tivesse morrido tragicamente aos 36 anos e tivesse mantido uma carreira ao longo de mais de seis décadas?

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Para dar resposta a esta hipótese, a produção divide a interpretação do mito entre duas gerações de atrizes. Dakota Johnson encarna a fase jovem e de maior visibilidade da estrela, enquanto Ellen Burstyn, de 93 anos, interpreta a versão idosa de Marilyn Monroe, protagonizando um monólogo de 15 páginas durante um teste de elenco.

O filme é uma mistura de Marilyn com a minha fantasia sobre ela“, explicou Maggie Gyllenhaal à Vanity Fair, acrescentando que a história aborda também o universo da representação: “Trata-se de Marilyn, mas também sobre o que é ser atriz – um trabalho estranho, muito vulnerável e, ao mesmo tempo, extremamente poderoso“. O elenco conta ainda com as atuações de Peter Sarsgaard e Sepideh Moafi.

O projeto, financiado pela marca de luxo Genesis no âmbito das comemorações do centenário da atriz, conquistou um lugar na seleção oficial do Festival de Cinema de Veneza, um certame que raramente integra curtas-metragens na sua programação.

Esta visão luminosa surge após as controvérsias em torno do filme «Blonde» (2022), no qual Ana de Armas deu vida a Marilyn Monroe numa abordagem focada nos aspetos mais dramáticos da sua biografia e, apesar da nomeação aos Óscares alcançada pela atriz espanhola, essa produção acumulou críticas pelo tom exploratório e pela inclusão de cenários de ficção sombrios. Em sentido oposto, a proposta de Maggie Gyllenhaal e Dakota Johnson promete render uma homenagem centrada no legado artístico e na celebração do maior símbolo do cinema clássico.

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