Jack Nicholson faz rara aparição aos 89 anos
Lorraine Nicholson prestou uma homenagem ao progenitor através de um conjunto de fotografias lado a lado..
Ao contrário da personagem Jack Torrance de “Shining”, este é um sorriso de Jack Nicholson que todos podemos aplaudir.
O lendário ator, que se afastou dos ecrãs de Hollywood em 2010, celebrou os seus 89 anos na passada quarta-feira, 22 de abril. Para assinalar a data, a filha de Nicholson, a também atriz Lorraine Nicholson, fez questão de partilhar uma nova fotografia do pai nas redes sociais, para gáudio dos fãs.
Lorraine Nicholson prestou uma homenagem ao progenitor através de um conjunto de fotografias lado a lado, publicado nas suas histórias de Instagram. A primeira imagem, um registo nostálgico, mostrava Nicholson a sorrir com um charuto na mão, envergando uma t-shirt da Coca-Cola. “89?”, escreveu Lorraine, quase em tom de incredulidade.
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A segunda fotografia, legendada apenas com “89!!”, revelava um Nicholson dos dias de hoje, sorridente e sentado numa cadeira, no que parecia ser uma celebração de aniversário. Entre os presentes, destacava-se a cantora e compositora Joni Mitchell.
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Nascido John Joseph Nicholson, em Neptune City, Nova Jérsia, a 22 de abril de 1937, o ator começou a sua carreira no final dos anos 50, mas foi com o filme “Easy Rider” (1969) que captou a atenção mundial. Com três Óscares da Academia no currículo – dois para Melhor Ator Principal (“Voando Sobre um Ninho de Cucos” e “Melhor É Impossível”) e um para Melhor Ator Secundário (“Laços de Ternura”) –, Nicholson tornou-se um ícone incontornável do cinema.
As suas atuações intensas e a capacidade de dar vida a personagens complexas, muitas vezes anti-heróis, fizeram dele uma lenda viva. Filmes como “Chinatown“, “Voando Sobre um Ninho de Cucos“, “Shining“, “Laços de Ternura” e “Batman” (onde encarnou um memorável Joker) são apenas alguns exemplos de uma filmografia invejável que marcou gerações.
A última aparição cinematográfica de Nicholson remonta a 2010, na comédia romântica “Como Saber”, de James L. Brooks, onde partilhou o ecrã com Reese Witherspoon, Owen Wilson e Paul Rudd. Apesar de nunca ter anunciado oficialmente a sua reforma, o ator parece ter-se afastado definitivamente da indústria. Numa entrevista de 2013 ao The Sun, citada pela Vanity Fair, Nicholson deixou clara a sua filosofia: “O negócio do cinema é o melhor negócio”, disse ele, “mas só quero fazer filmes que emocionem as pessoas, filmes sobre emoções e pessoas”.
Em março de 2025, o seu filho, também ator Ray Nicholson, partilhou com o USA TODAY a sua visão sobre um possível regresso do pai a Hollywood. “Penso que o meu pai está muito feliz com o seu corpo de trabalho. Ele fez o suficiente”, afirmou Ray Nicholson, que não hesita em chamar a Jack o seu “ator favorito“. E concluiu, com uma nota pessoal e tocante: “Ele proporcionou-me a mim e à minha irmã uma vida fantástica. Continuar a deixá-lo orgulhoso é tudo o que quero, e espero ter filhos e que eles olhem para mim da mesma forma que eu olho para o meu pai”.