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Joana Amaral Dias expõe cânticos obscenos e critica praxes do ISEG: “Estão a fabricar agressores e cúmplices”

Joana Amaral Dias arrasa praxes do ISEG e lança apelo a João Duque: "Escárnio não é integração"

A psicóloga e comentadora utilizou as redes sociais para expor a letra explícita do hino da instituição académica, alertando para a normalização do abuso.

Joana Amaral Dias recorreu às redes sociais para fazer uma dura denúncia contra as praxes académicas, com especial foco no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) POIS, a psicóloga e comentadora partilhou a letra de cariz sexual e misógino do hino entoado pelos estudantes da instituição, considerando-o um ato de violência inaceitável.

Num vídeo partilhado no Instagram, Joana Amaral Dias leu os versos explícitos do cântico, mostrando-se indignada com a perpetuação destas tradições numa escola pública da Universidade de Lisboa.

A ex-deputada alertou para a gravidade de ver alunas a cantar a mesma letra: “Obviamente, quando há mulheres que repetem isto, normaliza-se o abuso. Se as próprias vítimas o dizem, é porque não há violência” e, perante o teor do hino, questionou a dualidade de critérios na sociedade atual. “Fala-se tanto do crime de ódio e eu pergunto: o que é isto senão o incitamento direto à violência? À violência física e sexual. (…) Assim não estamos a formar estudantes, não estamos a formar licenciados, mas sim agressores e cúmplices“, lamentou.

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A crítica subiu de tom ao recordar o peso institucional do ISEG na sociedade e na formação de líderes políticos pois, Joana Amaral Dias lembrou que a faculdade tem sido o berço de vários governantes, apontando que só no atual Governo pontuam nomes como Joaquim Miranda Sarmento, António Leitão Amaro ou Pedro Duarte, que por lá passaram. “Escárnio não é integração. Humilhação, vexame, bullying não pode ser tradição“, atirou de forma implacável, reforçando que este tipo de comportamento não representa “irreverência”, “juventude” ou “liberdade”.

Na reta final do seu desabafo, a comentadora deixou um recado direto à direção da faculdade, nomeadamente ao seu presidente (reitor). “Eu gostava de saber o que é que o ISEG e o seu presidente (…) João Duque, estão à espera para de facto contribuírem ativamente para a alteração deste status quo?“, desafiou.

Como solução imediata, Joana Amaral Dias sugeriu a criação de um concurso patrocinado pelas empresas parceiras da instituição para que rapidamente surja “uma nova letra e um novo hino“.

 

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