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Manuel Luís Goucha afasta cenário de reforma e inspira-se em Ruy de Carvalho e Júlio Isidro

"Parece que abrandar não vai ser possível": Manuel Luís Goucha fala sobre o seu futuro na televisão

Na véspera de celebrar mais um aniversário, o comunicador recordou o percurso de outros grandes nomes da televisão nacional para justificar a sua vontade de continuar no ativo.

Manuel Luís Goucha prepara-se para completar 72 anos de vida e, longe de pensar num merecido descanso, continua a assumir-se como um dos pilares da grelha de programação da TVI. Atualmente dono das tardes de fim de semana do canal de Queluz de Baixo, onde conduz o ‘Fora do Baralho’ aos sábados e o ‘Funtástico’ aos domingos, o apresentador falou sobre o seu futuro e a paixão que ainda nutre pela comunicação.

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Em declarações prestadas à revista Maria, o veterano da televisão nacional admitiu o peso do trabalho atual, sublinhando que “parece que abrandar não vai ser possível nos próximos tempos“. No entanto, e perante a inevitável questão sobre uma eventual saída dos ecrãs com o avançar da idade, a resposta de Manuel Luís Goucha foi perentória, deixando claro que a reforma não faz parte dos seus planos.

“Os artistas não se reformam“, começou por atirar o comunicador. Para sustentar a sua posição, recorreu aos exemplos de algumas das maiores figuras da cultura e do entretenimento em Portugal. “Ruy de Carvalho tem 99 anos e representa. Júlio Isidro tem 81 e continua no ativo na televisão. Fernando Pessa continuou a fazer as suas reportagens até quase aos 100“, recordou o apresentador da TVI, provando que a idade não é um impedimento quando existe vontade e talento.

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Ao longo do seu percurso, Manuel Luís Goucha construiu uma relação única com o público e, segundo a sua própria perspetiva, a continuidade no ecrã depende de uma conjugação simples de fatores. “São apenas alguns exemplos. É uma questão de nos sentirmos capazes e de a televisão nos querer“, rematou à publicação.

Numa nota mais descontraída sobre os seus hábitos nesta fase da vida, confessou ainda: “Compro livros compulsivamente e pouco mais“.

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