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Maria Botelho Moniz confessa medo de errar e o peso do ego na TV: “Basta uma vírgula mal colocada”

A Elite e os "Pés no Chão" que Maria Botelho Moniz confessa existir no meio da comunicação social

Numa conversa reveladora com Joana Gama, a apresentadora da TVI confessou como a longevidade da carreira a protege da deslumbre e o pânico de perder o carinho dos portugueses por um erro em direto.

Numa conversa desarmante no podcast “Não Sei Ser”, de Joana Gama, Maria Botelho Moniz abriu o coração sobre os bastidores da comunicação em Portugal e o perigo real de se perder o contacto com a realidade num meio que apelidou de, muitas vezes, prepotente.

Para a apresentadora da TVI, a televisão é um terreno fértil para inflamar o ego, onde o acesso privilegiado a figuras de poder e ordenados acima da média nacional pode criar uma ilusão de invencibilidade perigosa. “O meio é propício a que levantes um bocadinho os pés do chão… o ego vai enchendo como um balãozinho e tu vais flutuando“, explicou Maria, assegurando que a sua base familiar e a relação estreita com os irmãos são o seu porto seguro para se manter fiel à sua essência.

A apresentadora, que conta já com 21 anos de percurso no pequeno ecrã, acredita que a sua longevidade é, precisamente, a sua maior proteção contra o deslumbramento e, Maria recordou que a sua ascensão não foi um fenómeno imediato, ao contrário de outros nomes do meio, tendo passado muitos anos na “trincheira” da comunicação antes de se tornar um rosto da televisão generalista.

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Esta construção lenta deu-lhe a consciência de que o sucesso é um estado volátil e que a queda pode ser tão rápida quanto a subida. “Enquanto apresentadores que fazem diretos diariamente, tu estás a uma vírgula mal colocada do fim da tua carreira“, alertou, sublinhando que um deslize verbal ou um momento de infelicidade pode ser fatal num mundo onde o cancelamento é uma ameaça constante.

A comunicadora falou sobre a síndrome do impostor e do medo do abandono, temendo que a onda de amor que sente possa transformar-se em ódio num ápice e esta pressão é particularmente sentida na condução de formatos de reality show, onde as paixões dos fãs são mais extremas. “Eu sinto uma onda de amor tão fixe… mas se meto o pé na poça isto acaba de um dia para o outro“, revelou, explicando que a escolha de cada palavra e de cada pergunta é feita de forma cirúrgica para garantir a isenção e evitar julgamentos implícitos que possam ser mal interpretados.

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Ao contrário de personalidades que procuram a polémica como forma de afirmação, Maria assume-se como uma figura avessa ao conflito gratuito, preferindo uma “persona” leve e positiva nas manhãs.

No entanto, reconhece que essa mesma imagem de “boazinha” lhe retira margem de manobra para errar, exigindo um filtro constante sobre quem é dentro e fora do estúdio e, entre o desejo de ser autêntica e a necessidade de proteger a carreira que demorou duas décadas a construir, Maria Botelho Moniz continua a caminhar sobre uma corda bamba, onde a única garantia de equilíbrio é, no fundo, nunca esquecer de onde veio.

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