Em conversa com Joana Gama, a estrela da TVI revelou que o seu fascínio pelo género vai além da apresentação e confessou o vício por um formato internacional onde a sobrevivência é levada ao limite.
Habituada a moderar as paixões e conflitos dos outros, Maria Botelho Moniz revelou que o seu interesse pelo universo dos reality shows é profundo e vem de trás e no podcast “Não Sei Ser”, a apresentadora confessou um vício que poucos conhecem: a versão norte-americana do programa “Survivor”.
Numa análise sobre a mecânica destes formatos, Maria admitiu que o seu fascínio pelo jogo é tal que, há uma década, a sua vida poderia ter tomado um rumo diferente. “Se há 10 anos me tivessem ligado, eu vacilava e não sei se não teria entrado“, revelou, apontando o “Survivor” como um dos poucos desafios que a fariam ponderar o papel de concorrente.
Apesar deste entusiasmo pelo género, Maria sublinhou que hoje, com a maternidade e a experiência acumulada, o medo de “fazer porcaria” e a exposição constante a afastam de qualquer aventura desse tipo e comparou a gestão do público de reality shows a um ambiente de alta tensão futebolística. “Há esse receio em relação ao público porque é muito fanático. Aquilo é estar constantemente a gerir a claque do Sporting e do Benfica em dia de derby“, explicou, descrevendo a pressão diária de quem lida com comentários apaixonados e, muitas vezes, agressivos.
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Maria aproveitou a conversa para destacar o papel social que canais como o TVI Reality desempenham na vida de milhares de portugueses, especialmente dos mais velhos onde recebe frequentemente mensagens de pessoas que vivem isoladas e que encontram nos concorrentes a sua única companhia diária. “Há muitas pessoas que me escrevem e dizem que eu tomo o pequeno-almoço com eles, almoço com eles… sentem que estão a viver com os concorrentes. O que é lindo, mas também assustador e triste“, refletiu, evidenciando o contraste entre o entretenimento e a solidão profunda de parte da audiência.
Quanto à escolha dos elencos, explicou que o segredo de um bom programa reside no equilíbrio de personalidades e para Maria, não basta ter concorrentes polémicos; é necessário um “misto” que represente diferentes zonas do país e backgrounds de vida para que o público se possa identificar.
Entre o papel de apresentadora e o de espectadora viciada em formatos de sobrevivência, Maria Botelho Moniz continua a demonstrar uma visão privilegiada sobre o fenómeno que move massas, mantendo a distância necessária de quem sabe que, no jogo da vida real, o filtro e a consciência valem mais do que qualquer prémio final.
Maria Botelho Moniz desabafa sobre a pressão de ser parcial nos Realities Shows na TVI