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Maria Botelho Moniz desabafa sobre a pressão de ser parcial nos Realities Shows na TVI

"O amor vai ao ódio num ápice": Como se protege da fúria dos espectadores aguerridos

Numa análise honesta sobre a sua atual fase profissional, a apresentadora da TVI explica por que motivo a condução de reality shows exige um filtro cirúrgico e como o “síndrome do impostor” a faz temer o fim da carreira a cada direto.

Maria Botelho Moniz não esconde que a condução de formatos de reality show é um dos maiores desafios da sua carreira, colocando-a numa constante corda bamba emocional e profissional e, em conversa com Joana Gama, a apresentadora admitiu ter os “joelhinhos a tremer” durante esta conversa.

Consciente de que está a lidar com legiões de fãs extremamente apaixonados e, muitas vezes, implacáveis, numa fase em que desfruta de uma onda de carinho sem precedentes por parte do público, Maria confessou que o medo do abandono e o síndrome do impostor são fantasmas que a acompanham diariamente. “Quando as pessoas gostam muito, eu acho que também se perdoa menos. Do amor ao ódio vais muito rapidamente“, desabafou, revelando a fragilidade de quem sabe que a sua imagem depende da perceção de milhares de espectadores.

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Para a comunicadora, a margem de erro neste tipo de programas é praticamente inexistente, o que a obriga a uma disciplina verbal quase militar e, ao contrário de outros formatos mais leves, onde o improviso e o humor têm maior espaço, no universo dos reality shows cada silêncio ou entoação pode ser interpretado como um sinal de parcialidade. “Eu sou muito consciente. A escolha das minhas palavras é pensada. Se meto o pé na poça, isto acaba de um dia para o outro”, explicou, referindo-se ao risco de ser “cancelada” pelas claques de apoio aos concorrentes.

Maria detalhou que evita o sarcasmo ou a ironia para não deixar implícito qualquer julgamento de valor, tentando manter-se como uma figura de equilíbrio num ambiente onde os ânimos estão permanentemente exaltados.

Esta necessidade de isenção é potenciada pela própria “persona” televisiva que Maria construiu ao longo dos anos e, por ser vista como uma figura leve, positiva e empática – especialmente nas manhãs -, o público não lhe perdoa o que poderia ser visto como um ataque ou uma injustiça.

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Joana Gama questionou se esse medo vinha da possibilidade de ser julgada por uma opinião pessoal, ao que Maria respondeu afirmativamente, sublinhando que até as perguntas que parecem surgir no momento são fruto de uma análise rápida sobre as consequências que podem gerar. “A minha persona não é sarcástica, não é goçada… portanto tenho menos margem para pôr o pé na poça do que a confrontar pessoas que se estavam a insultar“, afirmou, destacando o contraste entre a sua natureza dócil e a dureza necessária para moderar discussões intensas.

O desabafo de Maria Botelho Moniz levanta o véu sobre o desgaste psicológico de quem vive sob o escrutínio das redes sociais e das audiências que, apesar de sentir o apoio dos portugueses, a apresentadora mantém-se em estado de alerta, acreditando que a estabilidade de hoje pode ser a incerteza de amanhã.

Ao assumir os seus receios, Maria humaniza a figura do apresentador de elite e prova que, por trás da segurança demonstrada no pequeno ecrã, existe uma profissional que pesa cada vírgula para não perder o lugar que demorou duas décadas a conquistar.

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