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Manuel Luís Goucha recorda desespero da mãe após divórcio: “Ele é um homem muito generoso e autêntico”

As confissões no podcast de Luís Osório emocionaram o painel da TVI Ficção. Os comentadores elogiaram a força da progenitora do apresentador e a forma como a educação austera moldou o sucesso do rosto da TVI.

As recentes confissões de Manuel Luís Goucha no podcast Vencidos, conduzido por Luís Osório, foram o grande destaque da emissão de hoje do V+ Fama.

As revelações surpreendentes sobre o período negro que a mãe do apresentador atravessou após o divórcio dominaram a conversa em estúdio, gerando um profundo debate sobre a sociedade portuguesa de antigamente.

Adriano Silva Martins deu o mote, recordando a dureza das declarações de Goucha. “O primeiro tema de hoje, porque Manuel Luís Goucha fez uma revelação muito surpreendente no podcast de Luís Osório, Vencidos, onde fala que a mãe chegou a ponderar em pôr termo à vida quando se divorciou do pai do Manuel Luís. É realmente uma declaração e uma confissão inédita, surpreendente, Marta, e que a todos nos tocou, porque realmente, quando uma mãe pensa em pôr termo à vida, não só sozinha, mas também com os filhos, é mesmo uma mãe muito desesperada.”

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Marta Aragão Pinto não escondeu a emoção com a franqueza do apresentador, sublinhando a coragem necessária para partilhar um detalhe tão íntimo e doloroso. “O tema do suicídio, ou da mãe ter pensado em suicidar-se quando se divorciou, eu acho que é um tema profundo, não só naquela altura, essencialmente naquela altura, mas o Manuel assumir que o desespero da mãe com dois filhos depois de um divórcio lhe passou pela cabeça tirar a própria vida, não deve ser fácil para um filho verbalizar isto, não é?”, referiu a comentadora, sublinhando que a matriarca da família acabou por arregaçar as mangas e assumir o “piloto automático” da sobrevivência, o que acabou por justificar alguma falta de carinho e afeto físico durante a infância de Goucha. “Quando tu entras neste piloto automático, há pouca margem para afetos”, explicou.

António Leal e Silva, que se confessou um admirador profundo e um parceiro com muitas semelhanças com o apresentador, elogiou a autenticidade destas partilhas. “O que dizem, eu achei a entrevista muito interessante, e uma das coisas que caracteriza o Manuel é que ele é muito genuíno, é muito autêntico. (…) Aquilo que tu vês é aquilo que ele é”, começou por dizer o comentador.

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A conversa resvalou rapidamente para o contexto histórico da época, com António Leal e Silva a contextualizar o peso de um divórcio na sociedade conservadora de meados do século passado. “Naquela época, uma mulher separar-se era muito complicado, porque a sociedade não era o regime, era a sociedade (…) Era a vizinha do lado, era a vizinha de baixo, era o padre”, apontou, elogiando o esforço hercúleo da mãe de Goucha. “Tirar o chapéu ao Manel por esta partilha, e à mãe do Manel, por sozinha, com dois filhos, ter dado o que podia, ter trabalhado, ter dado ali no duro”. Quanto à ausência de manifestações de carinho, António relativizou, recordando a sua própria vivência para explicar que “os afetos eram feitos de outra forma” e que “havia uma distância” natural entre pais e filhos, diferente da proximidade demonstrada nos dias de hoje.

Isabel Figueira identificou-se de imediato com a temática do estigma, recordando a sua própria experiência de separação em 2007. “Ainda levei com esse escrutínio de uma separação, de um casamento e não sei o quê, e agora com o filho, e realmente…”, confidenciou a comentadora. Em relação à falta de carinho na juventude do apresentador, Isabel mostrou grande compreensão pela postura da mãe, acreditando que a preocupação financeira se sobrepôs a tudo o resto. “Eu acho que a mãe estava cansada demasiado, emocionalmente, e preocupada com outras coisas, que eram mais importantes naquele momento, que era dar estabilidade financeira aos meus filhos, porque eu agora estou sozinha, não dependo de ninguém. E isto é muito complicado para uma mulher que vem de uma mentalidade antiga”, justificou.

A finalizar, Marta Aragão Pinto fez questão de enaltecer a postura de Manuel Luís Goucha perante todas estas adversidades familiares, considerando que a sua resiliência e capacidade de comunicação desmistificam muitos preconceitos que ainda hoje resistem na sociedade portuguesa em relação às famílias monoparentais. “É importante dizer que o Manel não deixou que nada destas coisas o definisse enquanto pessoa. Porque ele é um homem extremamente bem resolvido, um excelente profissional. E a maneira verdadeira… (…) Como ele fala das coisas… É tão importante…”, concluiu a comentadora.

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