Rejeitando a ideia de impotência face aos problemas do mundo, a artista apelou às pequenas ações individuais, como a assinatura de petições.
A vontade de contribuir para um mundo melhor não tem de implicar uma sobrecarga emocional insustentável e, esta foi uma das grandes mensagens deixadas por Mariana Monteiro durante a sua passagem pelo podcast “Educa-te”, onde abordou o impacto que o excesso de informação pode ter na saúde mental.
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Assumindo-se como “uma pessoa extremamente sensível”, característica que associa também à sua profissão, Mariana Monteiro confessou que teve de estabelecer limites no consumo de notícias trágicas. “Com a minha hipersensibilidade às vezes também não lido muito bem com o estar muito informada, mas tento estar de maneira a que também não me afeta demasiado a minha saúde mental“, admitiu, revelando que procura manter-se a par da atualidade apenas o suficiente para perceber onde pode agir de forma concreta.
Longe de adotar uma postura conformista ou derrotista em relação às lideranças mundiais, a atriz prefere focar-se no poder do cidadão comum. “Acho que o mundo é liderado por pessoas que não são boas pessoas e por boas pessoas“, atirou.
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Na sua perspetiva, a resposta está nas atitudes diárias de cada indivíduo. “Eu acho é que a mudança é o somatório de muitas pequenas transformações. Ou seja, eu não acredito que tenhamos o poder individual, lá está, de transformar o mundo todo, mas acho que sim, nós somos responsáveis por com as nossas ações contribuir para pequenas mudanças“, defendeu de forma convicta.
Para ilustrar este pensamento, a atriz deu exemplos simples, mas eficazes, de como exerce a sua cidadania e ativismo a partir de casa. “Pequena ação é o quê? É assinar uma petição, vou assinar a petição. Eu farto-me de assinar“, relatou, destacando ainda a importância das vitórias alcançadas através do esforço coletivo: “A minha assinatura atua todas juntas… eu já recebi vários emails de ‘obrigada porque já aconteceu isto’, ‘obrigada pela sua assinatura, graças a esta petição conseguimos libertar alguém’“.
Num apelo à união, Mariana Monteiro terminou a sua reflexão pedindo o fim da polarização que afeta a empatia global. “Temos que deixar de fazer assim: nós e os outros, nós e eles, porque senão a nossa sociedade só tem tendência para se dividir mais“, concluiu a atriz.